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Poética da alma

Criei este espaço completamente livre com o motivo de mostrar que é possível dar voz ao pensamento liberto na verdadeira expressão do espírito e da alma e as suas paixões! Um sonho inspirado em liberdade e amor.

Poética da alma

Criei este espaço completamente livre com o motivo de mostrar que é possível dar voz ao pensamento liberto na verdadeira expressão do espírito e da alma e as suas paixões! Um sonho inspirado em liberdade e amor.

A contradição em direcção a um novo patamar

A base do conflito:  A luta entre o sonho e a realidade

    Enquanto na prosa literária não me encontro dentro de uma liberdade total, porque tenho de utilizar pensamentos mais lógicos, mais baseados na razão, e sem querer, deixar mais de parte os pensamentos sensíveis  alojados nas emoções e nos sentimentos e desse modo se tornam mais fáceis de  conduzir e controlar. Neste género literário também trabalho com o acaso porque o acontecimento das coisas sem que se faça nada com o objectivo de estas acontecerem existe em qualquer dinâmica de espaço , quer seja na dinâmica voltada para o sonho, quer seja na dinâmica virada para a racionalidade. 

      E quando se trata de reprimir, de rejeitar. não se pode já falar de uma liberdade total e plena. Devido a isso penso que, não obstante, os seres humanos serem na realidade uma combinação do onírico e da racionalidade, existe um conflito que está eternamente por resolver, quando em plena consciência, uma pessoa se dá conta que é uma mistura insolúvel ou possivelmente solúvel do sonho e do real que se identifica com a racionalidade. Mas é a partir daí que tudo começa, em que tudo se inicia, é esse o princípio básico da condição humana, a luta sem tréguas entre o sonho e a realidade.      

     Quando se fala de realidade tenta-se que esta tenha conexão com o sonho e ao procurar encontrei um elo de ligação que dinamiza o sonho e o leva para a realidade; encontrei-me então, não numa realidade estática e imóvel, mas uma volátil e dinâmica.

      Sendo que a " dialectica literária " caracteriza a realidade como algo que não está determinado de uma vez para sempre, mas como algo sujeito a um processo de constante transformação, tendo como principal motor, a contradição.

       A realidade, segundo esta óptica, vai ser ela que vai espicaçar os sonhos , vai pô-los em movimento, vai actualizá-los,  procurar um possível entendimento. Invertendo o ponto de partida, do sonho para a realidade, ou seja, partir da realidade para o sonho, experimentação essa que vai revolucionar o " cliché " de que a realidade é para muitos um  dado adquirido, repetitiva, estática e indissolúvel.