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Poética da alma

Criei este espaço completamente livre com o motivo de mostrar que é possível dar voz ao pensamento liberto na verdadeira expressão do espírito e da alma e as suas paixões! Um sonho inspirado em liberdade e amor.

Poética da alma

Criei este espaço completamente livre com o motivo de mostrar que é possível dar voz ao pensamento liberto na verdadeira expressão do espírito e da alma e as suas paixões! Um sonho inspirado em liberdade e amor.

Exorcizar e enaltecer as qualidades

     O silêncio das qualidades é por vezes existente porque se interiorizou que as qualidades não precisam de apresentação, não é necessário que se fale delas. O que penso ser muito  desvalorizador para quem as tem e para quem rodeia quem as possui. Se se tem de mencionar discriminadamente todas as qualificações, porque é que não se faz o mesmo com as qualidades.

    É claro que não convém confundir qualificações com qualidades, as primeiras são algo para o qual se estuda e trabalha, mas que não nascem com ninguém, adquirem-se. Enquanto que as qualidades são inatas ao ser humano, nascem com ele e mantém-se até ao fim da sua vida, e se se possuem qualidades também se possuem defeitos. Os defeitos são confinados a fazer distinguir as qualidades.

     Ao longo da vida sempre me apercebi mais do ruído dos defeitos em contraste com o silêncio das qualidades. Há um constante e injusto hábito de minimizar as qualidades ou quase deixar que passem despercebidas e um maximizar dos defeitos. Não há uma busca, um esforço ou uma procura para tentar encontrar as qualidades que as pessoas têm, mas quase sempre uma procura nos outros de defeitos e daquilo que elas têm de menos bom e daquilo em que são menos perfeitas.

      As qualidades ou virtudes definem o ser humano naquilo que ele tem de melhor e devem ser destacadas, incentivadas e elogiadas e não ignoradas ou mantidas em segredo, ou até serem motivo de inveja. Julgo que se em todos os tipos de desempenhos que se exigem a cada um de nós contiverem para além do que é exigido, um pouco da própria pessoa, das suas qualidades humanas poderia pensar e acreditar sem ser de forma utópica que as relações entre os humanos seriam muito melhores. É tão mais agradável tecer elogios( que deveriam ser sempre genuínos e não enganosos ) do que apontar defeitos, estes só se deveriam sinalizar com o objectivo de tentar, não obstante ser difícil, corrigi-los ou fazer com que deixassem de existir. 

        Muitas e diversas vezes as virtudes ofuscam os defeitos de tal maneira que quase me esqueço que eles existem. Como seres eternamente imperfeitos, não se sabe ainda porque se valorizam tanto as imperfeições e se desvirtualizam tanto as perfeições ou porque se temerm assim tanto.