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Poética da alma

Criei este espaço completamente livre com o motivo de mostrar que é possível dar voz ao pensamento liberto na verdadeira expressão do espírito e da alma e as suas paixões! Um sonho inspirado em liberdade e amor.

Poética da alma

Criei este espaço completamente livre com o motivo de mostrar que é possível dar voz ao pensamento liberto na verdadeira expressão do espírito e da alma e as suas paixões! Um sonho inspirado em liberdade e amor.

O real da escrita poético - literária e a sua volátil mudança ( para que serve e qual o seu poder )

Continuação

 

    Há muito tempo que percebi que a vida não são linhas escritas, a vida é tão mais apagada e desinteressante, só se sente na luta de querer algo diferente que se encaixe em nós ou no nosso sonho. Acredito que a vida só se faz se se vive pela concretização dos nossos sonhos mesmo os mais impossíveis.

    Mas o que é que está perceptível no real das linhas que se escrevem, é isso que pretendo tornar inteligível quando escrevo. Sempre que escrevo não tenho um tema proposto com orações demasiadamente pensadas e certas, para mim escrever não é isso. É um caminhar pela intensidade da descoberta que se vai fazendo em cada instante que nasce uma frase. É uma procura exaustiva por vezes indefinida que se vai tornando visível e ganhando corpo e crescendo como se fosse amadurecendo e finalmente se tornasse em algo fundamentalmente marcante e decifrasse de modo desenvolto e brilhante a razão das coisas que são evocadas e mostradas de forma inspirada.

     Se a escrita poético - literária  decalcasse o real tal qual ele é, se fosse um cópia fiel da realidade não haveria  recriação e o seu poder cairia no fracasso que por vezes é viver e ter uma vida sem qualquer significado ou conteúdo. ( Essa função a de fornecer uma cópia fiel da realidade cabe à escrita denotativa que é utilizada pelos jornalistas ). 

    Na vida do nosso dia à dia não utilizamos linguagem literária, mas uma linguagem comum sem intenções de recriação do ser que se reduz apenas ao contexto em que ocorre. Como construir assim então um futuro sem possibilidades, sem qualquer ambiguidade, apenas relações objectivas entre emissores e receptores que se cingem e se aprisionam num contexto limitativo e real cheio de fingimento, hipocrisia e interesses.

    É esta a função da linguagem poético - literária, tentar encontrar um equilíbrio que parece quase impossível mas que cada vez mais se torna urgente. Uma razão explicativa na existência humana que nos abane na banalidade e que nos acolha num sonho que é a realidade em equilíbrio com o que nos faz felizes e substancialmente livres!         

  

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