Há derivas que amo ( O Amor, a alienação maior )
Todas as partes de um todo
Assistem às sombras que deslizam
Sempre a indagar o seu choro
Mas de significados trocados
Tudo se confunde, em apelo
Em que o choro alegrias aos bocados
O choro de alegria
É parte desse mundo
Que apenas não se reconhecia
Era parte de um adeus
que não se consumia
Como ode poética sem Deus
Sem Deus que é a chama
A inspiração, o motivo e cito:
O ser amado que me reclama
Sem uma palavra que soletre
Sem uma frase sonante
Nada que me mova ou desperte
Apenas o instinto do amor
O inebriante delírio único
Como uma ferida quente sem dor!
O amor, alienação maior. Rosamar Freedom