Segunda-feira, 30 de Abril de 2012

Naturalização da paisagem - de ferro, pedra, nuvens e luar -

                    Aproximação na descrição                                

 

Tento a observação tão cuidada em esmero

dessa paisagem que aproximo na pintura do olhar.

Talvez comece pela sua possível má pincelada,

quando as altas e impunes estruturas de ferro

irrompem no céu em recortes certos a alinhar!

 

Responsáveis por iluminar ao entardecer,

ganham lugar nesta observância peculiar

que permanece intransitiva, em ideia estática.

Que se mexe apenas e sempre após o dia ceder

dando lugar à noite iluminada de luzes e por vezes luar...

 

Enquanto as nuvens por suas enigmáticas formas.  

Embelezam parte do redondo céu, imponentes!

Tento entrelaçar as fileiras montanhosas,

que fazem deslizar o olhar em sua linha intermitente...

Subindo, descendo, crescendo em árvores escuras e verdes!

 

Eis que as luzes se mostram em cores diferentes.

E sem carecer de muito brilho dão luz e existência,

a uma massa de tijolos e pedra , zinco e vidro.

Incandescendo numa corporação tão terrestre em sua essência!

Casas encavalitadas em serrano declive respiram de forma tão aparente.  

 

Rosamar  Freedom 

* Tudo o que podemos acrescentar à paisagem para deixar de ser natural, pode de certa maneira, através dos elementos artificiais marcar alguma direcção para a contemporaneidade. 

 

                                                                 Translation                                                                                    

                        Naturalization of the landescape - of iron, stone, clouds, and moonlight 

                                                    Approach in the description

 

I try the observation  as carefully nicety

in that landescape that approach the painting look.

Maybe i start for his possible bad brushstroke,

when the tall and unpunished structures of iron

erupt in the sky in certain cutouts you align!

 

Resposible for illuminate at dusk,

earn place in that peculiar observance

that linger intransitive, in static idea.

That moves merely and always after the day cede

giving way the bright night lights and sometimes moonlight...

 

While the clouds per their enigmatics shapes.    

Embellish part of the round sky, stately!

I try interlace the rank mountainous,

that make slide the look in his intermittent line...

Soaring, coming down, growing on dark and green trees!

 

Behold that the lights are shown it in different colours. 

And without lacks high gloss giving light and existence,

to a mass of bricks and stone, zinc and glass.

Glowing in a corporation so terrestrial in his essence!

Houses straddled downhill serrano breath in a way so apparent.

 

Rosamar  Freedom

* Everything what we can  add to the landescape for ceasing to be natural, could in certain way, over the artificial elements, mark any direction to the contemporaneity. 

  

 

 

 

 

publicado por lybelinha às 18:12

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Segunda-feira, 9 de Abril de 2012

A invisibilidade dos sentimentos - ilustração possível-

Não temo a saída que ambiciono

Entre tanta sensibilidade estruturada.

Na minha imagem alojada,

nos desassossegos do sonho!

 

Vou depurando o que sou num arremesso

Que me traça o ser e sua razão!

Hábito familiar que em mim tão bem conheço.

Mas que me eleva a alma num coração sem libertação!

 

Escrevi e reescrevi pela pressa de me entender...

Tornei a revesitar as mesmas emoções,

e ao de leve o meu olhar brilhou sem se perder.

Não era um destino traçado, construído em ilusões.

 

Encontrei-me para ser livre em tudo o que é estranho!

De silêncio em silêncio toco o invisível...

Que me suste numa manhã qualquer de orvalho

E me aventuro na minha sensibilidade perene e fiel!

 

Indizível sentimento, dá-me apenas razões,

para estar triste, para estar alegre e sorrir,

para sonhar, para acreditar nas boas emoções,

para desistir, para continuar, para parar ou prosseguir!

 

Rosamar  Freedom

publicado por lybelinha às 11:24

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Sábado, 7 de Abril de 2012

Ambiguidade em função metalinguistica

Porque é que escrevo? Porque amo as palavras e a sua inteligibilidade.

 

    A Poesia como criadora de múltiplos sentidos e geradora de ténues e imprecisas realidades. Se dá a esse campo da imaginação, que contém o jogo do acaso e do inefável instante, dos devaneios e dos pressupostos paradigmas que criam mundos na casa maravilhosa da utopia! Ela, a poesia é a mesma que interage com a necessidade de reconstruir a sua realidade para lhe conceder o sentido que carece quase sempre da verdadeira realidade.

   Não requerendo estigmatizar injustamente a Poesia como lugar de ambiguidade sem o carisma do primordial sentido, ela só existe completamente dentro dessas duas vertentes, em oposição, avesso e utopia. Devido a isso é uma constante luta, em sistemático diálogo, em que existe a necessidade de se explicar e não se perder no labirinto indefenido das emoções e dos sentimentos, que se perdem tantas vezes no vale infinito da incompreensão!     

 

Avesso: realidade

Utopia: direito

Rosamar  Freedom

publicado por lybelinha às 16:57

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Os mitos estão gastos- não o sonho

                                      Existentes, inexistentes, esfumam-se, vêm e vão ( os sonhos )

 

Sonho com voz indeterminada, confusa.

Sem espaço no tempo presente,

apago uns sonhos e reavivo outros!

Esquecidos no vento e na mente...

Lembro aquele sonho recente em sua recusa

 

Confundo-os em enleada e ténue imaginação.

Retomo-os em desenvolta esperança!

Renascem na imprecisa luz deserta,

que se dissemina numa voz de alerta

Indecisa olho o seu brilho de bonança...

 

Mais uma vez na desperta claridade,

enfrento a indiferença sistemática que corrói!

Os dias claros procedem a obscura noite.

Carisma de opostos que edifica e destrói,

que acorda e faz adormecer o sonho em solidão e saudade! 

 

Rosamar  Freedom     

 

                                                    

publicado por lybelinha às 16:32

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