Terça-feira, 13 de Julho de 2010

As minhas razões e ( o tempo de escrita )

   Tantas são as razões porque se gosta de escrever, porque escrever se torna um bom hábito. O tempo é um elemento crucial, pois normalmente escreve-se porque se tem tempo para o fazer, o que não se pode confundir com ocupação de tempos livres. O que acontece é quando se tem pouco tempo livre, tem de se utilizar esse precioso interregno para se escrever. Mas mediante esse pressuposto não julgo a escrita como uma ocupação de tempos livres, mas um modo de se ser, no meu caso e uma boa maneira de espressar pensamentos.

   Porque regresso ao tempo, e o tempo de escrita para mim é muito importante, pois tenho-o inteiramente à minha disposição quando escrevo. Sou por assim dizer lider na vontade e no prazer do texto, essa é a minha primeira razão, entre muitas outras que me guiam.

   Escrever é um acto solitário, por isso tem de ser mais autêntico, mais verdadeiro, combatendo esse estreito comunicar, que se designa tão derradeiro, quando a comunicação não se efectua no diálogo entre pessoas que falam a mesma lingua.

   São tantas as razões que tenho para escrever, como a primordial razão de tornar muito mais explicíta e mais facil de entender a minha maneira de pensar sobre uma diversidade de coisas.

    A inspiração é para muitos um factor secundário, colocando o trabalho laborioso como principal alicerce para uma escrita estruturada e bem pensada. Esquecendo que talvez a inspiração esteja estreitamente ligada ao talento e sem ele não se consegue dar ensejo a nenhuma obra, que não careça de um qualquer significado. Mas quando se fala da palavra poética, não julgo ser essa a forma basilar para a sua feitura. A fluidez poética tem de conter tudo o que nos rodeia e que está por descobrir e ela só acontece quando o desejo de ela acontecer nasce de forma espontânea, ou seja, tem de ter um despontar próprio alojado na originalidade, na espontaneidade e na puridade. As obras primas tem de ter, mesmo não sendo obras poéticas, uma qualquer aura ou uma inspiração divina ou algo inexplicável.

    Quando me sento para escrever, transformo o tempo em algo irrepetível que sendo estático, confere movimento na dinâmica do espaço, preenchendo-o e tornando o silêncio em existência!

     Após alguma experiência de escrita, senti que também podia escrever quando estava em paz, quando me sentia bem comigo própria. Escrever é também uma maneira de crescer e aprender e até de me surpreender a mim mesma.

     Principalmente é poder olhar as coisas com calma e paciência para saber o que elas têm para me revelar.    

                

publicado por lybelinha às 09:37

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Terça-feira, 6 de Julho de 2010

O sonho e a razão - pensamentos racionais e irracionais

Ser poeta não são só primados de desconexão,

para mim é muito mais do que pensar do céu.

O sonho move-se nas entrelinhas das possibilidades...

Não é só insensatez escrita na ventania do breu!

Existem campos de possíveis realidades na terra do chão.

 

O que me admira mais em ser peregrina da palavra,

não são só os devaneios e as impossibilidades,

são as conjugações de encontros e verdades!

Poesia é mais consonância e liberdade dada.

É um mundo por construir, que se retrata.

 

São pensamentos que podem criar mundos

Intencional é a busca da magia do sonho

Não entardece e amanhece se escurece...

A calma que enche de profundidade todos os rumos.

Enquanto seus sinais e signos rimam, o sonho prevalece.

 

Encontrar a letra do poema é caro milagre!

Se no princípio era o verbo, na lição que se aprende

na intimidade poética sente-se a essência humana.

Talvez o ponto de partida para toda e qualquer demanda!

E nessa frugal sensibilidade parte-se para o entendimento do que se não entende. 

 

 Rosamar  Freedom

publicado por lybelinha às 09:11

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Sábado, 3 de Julho de 2010

A minha lógica poético-sentimental - pensamentos...Sentimentos e Racionalidade

Me encontro nesta surpresa, 

no meu linear pensamento

que me entrealça em meu ritmo!

Em falas de silêncio que me mantém em suspenso

Incompleta por natureza, procuro o que me liga ao que sinto.

                                                                                          

Enlevos de mil e tal significados...

Não se reinventam em seus significantes.

São só tantos e inúmeros pensamentos 

Que se refugiam com todos os seus medos,

mas que experimentam liberdades diferentes

                                                                                              

Se lhes tracei o caminho em coerência,

dei-les sem intenção a tão pura inocência

em tentativas de toma de suas livres rédeas e sinais.

Intercedi em suas métricas poético-sentimentais

Fiz nascer um novo entendimento no meu pensamento!

                                                                                                  

Em meu processo moroso e deveras sentimental,

narcisíco, egoísta, intemporal,

percorri outros novos percursos deconhecidos 

Em diferentes vasos comunicantes por fim definidos

E em desespero único apelei ao possível racional do meu sentimento...

                                                                                       

Talvez não tão desigual ou tão semelhante de outrém,

ou apenas mais emoldurada em palavras

resultante de um coração em descrição de suas batidas.

uma utilização em sua expressão que me advém 

da parte sensível da letra, que nasce livre e talentosa!

                                                                                              

Espaço ainda por decobrir e desvendar 

Interlúdios de novas melodias por compôr...

Caminho adiante, novas conjugações para conjugar.

Novas rimas na descoberta da alma, sem algum temor

Alternadas ou opostas, toco pensamentos a chegar! 

 

   Rosamar  Freedom                    

publicado por lybelinha às 16:15

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