Domingo, 23 de Agosto de 2009

Valerão menos ou tão pouco - Palavras - ou expressão de sentimentos

O oficio das palavras ou livre expressão

Dialéctica interior que se quer expressiva

Porque tão complicada a linguagem do coração

                                                                                                               

Nessa desunião, nesse desencontro

Que se esconde para outros momentos,

Faço convergir o sentir com o ser no deserto...

                                                                                                                    

Busco a lua, o sol e a terra

Só para te dizer e te mostrar,

Tudo o que não se sabe que a alma encerra.

                                                                                                                      

Não escolho as palavras, são setas

Que são lançadas como certezas

É apenas a linguagem dos poetas

                                                                                                                         

Se as pensasse quando te vejo,

Não seriam iguais aquando te interiorizo

E ao te adivinhar descubro o que não vejo

                                                                                                                          

Se só queria que descobrisses comigo

qual o verdadeiro sentido das palavras

Quando representam um amor tão sentido!

                                                                                                                              

Rosamar  Freedom

                                      

  

 

publicado por lybelinha às 10:20

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Sábado, 15 de Agosto de 2009

Esse mundo que tanto me seduz

O espelho da alma

 

     Aqui neste lugar que vogo de modo livre; e nessa libertação que vou cultivando e colhendo em cada silaba que me desprende e me traz à minha superfície cristalina e limpída em profunda transparência.

     Entrelaço-me, debato-me, desprendida de muitos medos que perdem significado e se esfumam na névoa do solitário horizonte.

     Não são as palavras que utilizo que me seduzem, mas sim a sua respiração, o seu coração, o seu sentimento, porque elas existem e sobrevivem autonomamente, são totalmente independentes, por isso me seduzem e me libertam.

     Mantenho um sonho, do qual não desisto, quase uma razão de viver, acima de tudo um sonho guardado para sempre,

do qual eu vivo na esperança.

     Nessa secreta esperança vou colhendo a seiva do respiro

da vida, o meu mundo ideal, que vou relembrando e esquecendo, que renasce e adormece, sem nunca morrer.Um mundo por imaginar e construir, um silêncio tão grandioso e deslumbrante que acende e reacende todas as verdades, a imensa multiplicidade que diverge e converge num elo de um paraíso chamado vida.

     Amanhece, tudo é diferente de ontem, neste meu sonho que vou lembrando, é dia, um movimento que se inicia com o sol e a claridade que emerge nas sombras que se desenham por tantos seres. Pelas árvores que demarcam os seus contornos nos passeios, nas estradas, na terra que parece intacta.Nas casas baixas e seus telhados, suas chaminés e águas furtadas 

escondidas, ignoradas e tristes.Pelas pessoas que paradas ou em movimento perpétuo e repetitivo demarcam a conformidade das suas sombras, que se desenham no chão, nas paredes e nos muros, que vão simulando corpos animados de vida e de uma resistência ao abismo da noite, sem luz natural, apenas a solidão do bréu! 

     Mas neste mundo que vou construindo e guardando, tudo é possível, numa persistência inteiramente nova. Calada na sua permanência imprecisa e dialogante, encetei sem hesitar num apelo encorajador para a maior construção da minha imaginação tão fiel e persistente em eternizar o meu sonho guardado em mim que não quer, nem deseja deixar de se comunicar e desvendar. 

     Como um enigmático mistério, um segredo por traduzir, que vive inependente em cada fonema construído.       

     Nesta saraiva, neste granizo, que forma pequenas particulas de gelo tão branco e puro, vou deixando que a minha alma vogue e semei rimas que me trazem emarenhada em poética e origem.Não é ilusão, é a impressão do meu ser que pousa nesta catarse que impede à submissão de tudo o que existe, que eu sei, e que eu não sei.

    Por vezes e tantas vezes que desejo a entrega do seu método, às suas regras, ao seu oficio metódico estudado e regular.Sentiria assim alguma paz neste " inferno " do meu ser indomável e sensível. Incapaz de me entregar a essa paz e regularidade, vou invejando a sua perfeição e as suas capacidades que me parecem mais coragem do que cobardia.        

publicado por lybelinha às 10:36

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Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Galáxia

 

 

 

    - Esse é um dos mistérios que te encanta e o outro qual é? - indagou Divina muito curiosa.

    Alípio levantou o olhar e fixou o seu olhar no olhar de Divina de uma forma tão persistente e penetrante que Divina se sentiu quase encadeada pelos seus olhos. Alípio disse com uma firmeza fora de comum:

    - É o amor entre duas pessoas. - afirmou veemente

    - Ah, o amor é para ti um mistério... - balbuciou Divina a medo

    - É porque o amor sente-se e dá-se, não se explica muito. A não ser quem o consegue ilustrar, quer por palavras, quer por imagens.Através da poesia, da literatura, das artes plásticas, da música, do cinema, do teatro. São meios primordiais para nos dar as mais clarividentes simulações do amor.

    - Então as pessoas chamadas " comuns ", não gosto muito deste termo, pois parece-me um estereotipo,... 

     - As pessoas não se agrupam ou catalogam, é realmente um absurdo, mas continua o que querias dizer. - pediu Divina

     - Não têm tanto talento para exprimir o amor, a não ser através dos actos e dos sentimentos. - concluiu Alípio       

   

 

publicado por lybelinha às 12:59

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