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Poética da alma

Criei este espaço completamente livre com o motivo de mostrar que é possível dar voz ao pensamento liberto na verdadeira expressão do espírito e da alma e as suas paixões! Um sonho inspirado em liberdade e amor.

Poética da alma

Criei este espaço completamente livre com o motivo de mostrar que é possível dar voz ao pensamento liberto na verdadeira expressão do espírito e da alma e as suas paixões! Um sonho inspirado em liberdade e amor.

Constelação Orion ( o movimento lento dos corpos celestes na lente telescópica )

 

    Observatório, lua nova finalmente!

    Olho as estrelas no céu límpido.

    Todas as possibilidades de visibilidade,

    me levam assim o olhar de repente;

    Á minha frente um paraíso perdido...

    Agraciado no fluxo enérgico e sua luminosidade!

 

    Em cada espaço de tempo e área 

    Se vai desenhando a constelação Orion

    No límpido firmamento se constroem 

    Têm cor em figuras imaginárias

    Uma tão, tão vermelha que mais brilhou

    As outras rigel ( á orion ) que na íris se movem

 

    No calor mais abrasador, as amarelas

    Da cor mais bela igual ao sol, astro rei!

    De três mil a seis mil graus de calor

    Têm chispas e labaredas como o amor... 

    Que invade o espaço universal sem lei

    numa inspiração artística expressa em aguarelas 

 

Rosamar  Freedom  

                

        Translation       

Observatory, new moon finnaly!

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Amor, queria te dizer

    Se cada vez que olhasse o mar

   pudesse interiorizá-lo no olhar

   Envolvê-lo entre a imaginação

    Reinventá-lo na sua imensidão

 

    Se te pudesse falar de quimera em quimera

    Sobre tudo o que se desenha

     Tudo o que se acrescenta

     Nesse sonho que é real deveras

 

     Salgado no seu desejo povoado

     Mar habitado por seres e entes

     Empírica visão de sereias e duendes

     Do sol que o ilumina no inesperado.

 

     Calmaria de ondas em agitação

      ângulos em turbilhão reflectem

      O som que  se inflama na ondulação

      Embalando as ondas a dançar na sua vertigem!

 

      Gostava que entendesses, amor

      Que não me visto de trivialidades...

       Permaneço num desuso em esplendor

       Que me veste de mar e fervor.

 

       A paisagem de sentido inspirador

       Abraça-me numa fuga tão secreta

       Motiva-me o olhar que se desperta.

       Permanecendo na vigília que esquece a dor

 

       Partindo para um mundo novo

       Inteiramente integrante do ser

       Que se procura no estar e permanecer

        Num encontro estreito e devoto.

 

        Sabes que completei em assombro

         neste céu, nesta luz, as escassas nuvens

         E um sol em círculo perfeito quase redondo

        em intercessão incessante se sabe que vens!


   Rosamar  Freedom  

                

Exorcizar e enaltecer as qualidades

     O silêncio das qualidades é por vezes existente porque se interiorizou que as qualidades não precisam de apresentação, não é necessário que se fale delas. O que penso ser muito  desvalorizador para quem as tem e para quem rodeia quem as possui. Se se tem de mencionar discriminadamente todas as qualificações, porque é que não se faz o mesmo com as qualidades.

    É claro que não convém confundir qualificações com qualidades, as primeiras são algo para o qual se estuda e trabalha, mas que não nascem com ninguém, adquirem-se. Enquanto que as qualidades são inatas ao ser humano, nascem com ele e mantém-se até ao fim da sua vida, e se se possuem qualidades também se possuem defeitos. Os defeitos são confinados a fazer distinguir as qualidades.

     Ao longo da vida sempre me apercebi mais do ruído dos defeitos em contraste com o silêncio das qualidades. Há um constante e injusto hábito de minimizar as qualidades ou quase deixar que passem despercebidas e um maximizar dos defeitos. Não há uma busca, um esforço ou uma procura para tentar encontrar as qualidades que as pessoas têm, mas quase sempre uma procura nos outros de defeitos e daquilo que elas têm de menos bom e daquilo em que são menos perfeitas.

      As qualidades ou virtudes definem o ser humano naquilo que ele tem de melhor e devem ser destacadas, incentivadas e elogiadas e não ignoradas ou mantidas em segredo, ou até serem motivo de inveja. Julgo que se em todos os tipos de desempenhos que se exigem a cada um de nós contiverem para além do que é exigido, um pouco da própria pessoa, das suas qualidades humanas poderia pensar e acreditar sem ser de forma utópica que as relações entre os humanos seriam muito melhores. É tão mais agradável tecer elogios( que deveriam ser sempre genuínos e não enganosos ) do que apontar defeitos, estes só se deveriam sinalizar com o objectivo de tentar, não obstante ser difícil, corrigi-los ou fazer com que deixassem de existir. 

        Muitas e diversas vezes as virtudes ofuscam os defeitos de tal maneira que quase me esqueço que eles existem. Como seres eternamente imperfeitos, não se sabe ainda porque se valorizam tanto as imperfeições e se desvirtualizam tanto as perfeições ou porque se temerm assim tanto.