Terça-feira, 31 de Março de 2009

Textos e contextos ( as letras , as pedrinhas do meu caminho )

   Como se estivesse no meio de um oceano dentro de um barquinho à vela com um pequeno motor. Quando os ventos fossem favoráveis, em que as marés me levassem numa viagem agradável manteria o motor desligado e me deixaria levar no seu balanço , ritmo e rumo. Se a navegação se tornasse muito perigosa ou desagradável retomaria o leme, mas com a possibilidade de o poder guiar por mimi própria, e para isso ligaria o pequeno motor.

    Em oralidade tenho de me cingir à realidade situacional e não tenho muitos pontos de fuga sentindo-me assim limitada enquanto que na escrita tenho o meu próprio ordenamento das frases que não pretendendo alienar o contexto abrem-se-me inúmeros caminhos de escolha que me são dados por o tempo de reflexão que possuo e pelo modo imaginativo que funciona mais activamente quando escrevo. É uma questão de tempo, para me explicar, para reflectir e para tentar, acima de tudo, ser feliz! 

    Porque quando se escreve é sempre por que se acredita que se pode ir mais além, mesmo que para isso se tenha de recorrer a esta grande forma de expressão, a escrita.      

publicado por lybelinha às 12:59

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Domingo, 29 de Março de 2009

Textos e contextos ( As letras, as pedrinhas do meu caminho )

    A escrita que em comparação com a oralidade não depende tanto do contexto situacional torna-se assim por isso mais reflectida e ponderada. Ao escrever tenho ao meu dispor um espaço de tempo como se tivesse o ritmo da respiração ( inspiração e expiração ).

     Senão existissem os signos linguísticos, a forma que nos permite encetar um processo de comunicação em prol de um entendimento entre humanos, tudo seria muito confuso e difícil ( não obstante ser impossível uma vez que nos primórdios do Paleolítico não existia esta forma de comunicação, era feita através de desenhos nas paredes das cavernas que emitiam ideias para verbalizar pensamentos - a evolução trouxe-nos até hoje com esta maravilhosa forma de comunicação ). Mas se me puser a  reflectir sobre estas e outras possibilidades e oportunidades que os caracteres me permitem encontro-me num patamar de esperança.

       

          

publicado por lybelinha às 10:38

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Segunda-feira, 23 de Março de 2009

Versos no sense

 

 

 

Quantas e quantas vezes,

se tenta explicar uma estrofe

Até eu que apenas me move

um modo de expressão para me entenderes

Escrevo versos no sense

 

E até após tudo depurado

encontro uma prova de razão

Para o que expressou o meu coração.

Um modo de calar o silêncio da solidão,

um método contrário ao do sofrimento

Ou mais um verso no sense.

 

Gostava de sentir sempre a vida

Dos segundos aos seus milésimos

Num eco desesperado já decidida

Tento até aos derradeiros momentos,

E sem o saber sinto-a num verso no sense

 

Nessa simplicidade de cantar o amor,

Tudo se pode dizer para se entender

Numa vastidão expressa em se enternecer.

Não é fácil, é instantâneo e inspirador!

Terá também expressão em versos no sense?

 

Qualidade pura, linhagem confusa...

Ou desabafo histérico que se desentende!

Calamidade da alma que mente o que sente,,,

Iluminação tão diferente que se encobre tão difusa,

ou lá vem mais um verso no sense.

 

Alma que te despojas do que recusas e te mostras

Temes a integridade desse teu pacto

Que te enleia e te prende sem rasto

Nesse labirinto tortuoso em que te encontras,

quando escrevinhas um verso no sense!

 

Mas tu te entendes tão bem!

Sem te fazeres entender.

Desnudas todas as palavras aqui e aquém...

Até anunciares o fim em que vais perecer,

ou serão apenas mais uns versos no sense!

 

Não te repetes, és código original.

Rejeitas-te e enjeitas-te num frenesim!

respiras cadência de arte divinal

Inscreves-te no princípio paradoxal!

Ou explicas-te como verso no sense.

 

Liberdade que te guia na deriva.

Empenhamento sério em sinceridade

Procura o aconchego da sua verdade.

Que aprende quando desmente ou mente?

Ou é apenas só mais um verso no sense!

 

 

Nessa grande e esfuziante caminhada,

em que muda de estado físico

numa fulgurante fidelidade sacralizada

enfeita-se de fealdade num ideal mítico

Ou será apenas mais um verso no sense.

 

No sense versos.  mostrem-me o incompleto!

Expliquem-me as más e as boas projecções

Desencadeiem-se em mistério perpétuo

Ou personifiquem-se em anjo libertador de prisões

E culminem num ponto alto de um dilema imerso.

 

Nos meandros da  hermenêutica das palavras

Quebre-se-lhes o sentido tão devido

Enleando-as pelos caminhos perdidos

De tantos mistérios de tristezas caladas,

são os missionários confusos dos versos no sense!

 

 


Rosamar  Freedom

 


 

 

publicado por lybelinha às 05:07

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