Sexta-feira, 29 de Setembro de 2017

A tarde do teu olhar (na noite sublime de todas as madrugadas)

The afternoon of your eyes (in sublime night of every morning)

 

Quando te vejo não sei dizer,

o que me impede de insinuar

o que vou sentindo;

sem me deter

para tudo o que vou descobrindo...

 

When i see you i can not say,

what keeps me from insinuating

what i`m feeling;

without derrerring me

for everything i`m discovering...

 

O silêncio do teu olhar que demora

é toda a via para o coração,

não deixar de imaginar;

que entrelinhas para uma solidão

que se torna encantadora

se ajeita para ficar.

 

The silence of your gaze that lingers

it`s all the way to the heart,

do not stop imagining;

that the between the line to a solitude

that becomes charming

is arranged to stay.

 

É quando a dor longa e cruel

se transforma em poema

e todas as silabas se acentuam tónicas

na libertação de todos os fonemas;

e o papel se dá à sensação fiel tão perto.

Que escrever-te é ter entoação no tempo certo!

 

That`s when the long and cruel pain

becomes poem

and all syllables accentuate tonic

in liberation of all phonemes;

and the role is given to feeling so close.

That describe you is to have intonation at the right time!

 

E a tarde chegou e o teu olhar tão certo;

continua selado, tardio, admirado, em que olhavas!

Para dar todas as linhas além do verso

continuas, descontinuas, refúgio desencontrado

no teu olhar, na noite sublime de todas as madrugadas...

 

And the afternoon has come and your gaze so sure;

remains sealed, delayed, admired, in which you looked!

To give all the lines beyond the verse

continuous, discontinuous, dislocated refuge

in your look, in sublime night of all the dawns... 

 

    Rosamar  Freedom 

publicado por lybelinha às 15:36

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