Sábado, 23 de Fevereiro de 2013

Mimesis inferior

Não conheço ainda existência

de uma qualquer cópia fiel,

que seja representação do mundo,

que me mostre equivalência em permanência.

 

A feitura da arte como imitação perfeita:

Um céu igual, sob o mesmo azul;

um sol sempre igual em sua beleza inquieta!

As nuvens, as mesmas de norte a sul.

 

Em tamanha e cândida representação

Acolho uma vista etérea do mundo.

Que me implica em terna ambição,

de uma descoberta permanente em sua superfície e fundo!

 

Um olhar em espontânea liberdade

Sem segmentos, nem tendências casuais .

Um primeiro estádio de total puridade,

seria essa a impossibilitada tarefa para imitações reais!

 

A transposição similar para uma tela

do resultado puro de sacra observação.

Como se todo o espaço infinito da terra,

coubesse num geométrico quadro em casta imitação!

 

Mas para isso esqueceriamos então

todos os sentidos que se adicionam ao nosso olhar,

que tem estreita e densa comunicação

com todo o saber escondido ainda por reter e pensar!

 

O poder tendencial e omnisciente,

que inflama de orgulho o egoismo humano tão banal

restringe e corrói a recriação do mundo em seu acidente(irregular e desconhecido) 

Que só se recriará na sua possível verosimilhança colhida do real!

 

Em aproximação à possível transição da amostra da natureza

Não encetarei na escolha de uma "mimesis" superior .

Porque iria acreditar num hipotético saber absoluto igual ao "criador".

Mas em "mimesis" inferior, lado a lado com todas as reminiscências ilesas!

Rosamar  Freedom      

 

# "Mimesis superior": domínio superior de representação; onde o herói domina por completo a acção das restantes personagens; #"Mimesis inferior": Domínio onde o herói se coloca ao mesmo nível de representação das restantes personagens.   

 

publicado por lybelinha às 15:56

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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013

Love released for learning and teaching

Words who turns feelings

Include me in a better place of my heart!

Captivate emotions and his meanings.

Carry the most urgent start

So y tell hurry, hurry to new beginings!

So y tell hurry, hurry to new beginings!

 

In a fantasy shelter nothing is real for feel.

So i`m learning about love...

I don´t want vain passions in deed!

So i´m learning about love 

And i don´t want vain passions indeed!

 

Reveal my surprise what´s deep inside.

Urgent wishes of breaking disguise

In this tender dream keeped in silence!

Reclaim truth moments of mine!

Reclaim truth moments of mine.

 

The substance of life probably discovery

The substance of life can`t be stolen!

The substance of life can`t be distant.

Is it hidden in a very cold heart fallen...

Or is it here shining ready to be learned!

 

Love`s release now, love`s release now...

Ready to be real meaning of life!

Ready to be real meaning of life!

 

Rosamar  Freedom 

 

 

   

 

publicado por lybelinha às 13:10

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Domingo, 10 de Fevereiro de 2013

Hidden - The three times of one poem- A poem inscribe it on time(translation)

The several movements of a poem

 

One poem who is guided,

in certain wished rhythm

That is which feels by one side...

 

That turn inside out in other desert face!

Like a goodness which i keep,

who become a revelation that wake me up.

 

Always thought in reverse.

A poem create and recreate a license to dream...

That go blending with colours and upright the verse!

 

If in such enfolding i get determination

for know and not know how emerge...

In blind bends in a time that urge!

 

In that third time wich is discreet futur,

who shows in rhymes with such unending sense

Reveted in a surprise of a great disquiet!

 

One first time for his tender face.

One second time for one uncertain inconstancy.

One third time for one mysterious revelation of an instant!

 

The poem who borns in a mistery redoubt.

In a condition of a serious valour,

who appears to be sincere and unique!

 

Improvised didn`t captivate destinations, neither jails!

It´s enfolding mútuo, divine and forever...

It makes unequal in a not perenniality of the fallen leaves in Winter. 

 

Therefore reach his sublime intent

In some whoever impossible and calid moment...

That spread it in a force name it as time of silence!

 

I find it like a disenchantment that return touch again!

I look askance from one of your sides...

In captation from his substance to get explain. 

 

Cause i want understand him, respire him!

In that invention of your three times.

In a projection who demands three rhymes for reinvent itself...

 

One poem is one deep and careful description of time.

The time who is tenacious in his urgent passage!

But which can be taken to be turn.

 

Like a marker who distinguishes the time and his history

Like a difference between the apparent night during the solar eclipse and the night.

The poem inscribe it in the human time printed on temple of memory!

 

If the infinity is distant from being and your eternity,

The poem keeps in his way the laborious time.

And his labor, the thought, transforms it in curious time!

 

The beauty who determines the nature

can be keeped by the the senses,

but only the poem can give voice of one illusory certain!

 

The poem jaz in such great fragility!

But is simultaneous in genesis of creativity

Like an unfinished adventure who watches to penumbra of the mistery of life!

 

Rosamar  Freedom  

 

 

publicado por lybelinha às 20:50

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Sábado, 2 de Fevereiro de 2013

Obducto - Os três tempos do poema- o poema inscreve-se no tempo

Os vários andamentos do poema

 

Um poema que se regula

em dado ritmo desejado,

que é o que sente por um lado.

 

Que se revira noutra face deserta

Como um bem que se guarda

Em que se torna revelação que me desperta!

 

Sempre estranhamente pensado no reverso,

o poema cria e recria um "licença para sonhar"...

Que vai matizando com aprumo o verso.

 

Se em seu envolvimento me determino,

por saber e não saber como surge

em voltas cegas num tempo que urge!

 

Nesse terceiro tempo que é futuro discreto

Que se mostra em rimas de sentido perpétuo.

Revestido na surpresa de um tamanho desassossego!

 

Um primeiro tempo para sua terna face,

Um segundo tempo para uma incerta inconstância,

Um terceiro tempo para uma revelação misteriosa do instante...

 

 

O poema que nasce no reduto do mistério.

É condição de sua valência séria,

que surge para ser único e sincero!

 

Improvisado não capta prisões, nem destinos.

É envolvimento mútuo, etéreo e eterno

Faz-se desigual na não "perenidade" das folhas caídas no Inverno! 

 

Em que alcança o seu sublime intento,

num qualquer impossível e cálido momento

que se dissemina numa força que é o tempo do silêncio!

 

Encontro-o como um desencontro que se  volta a tocar.

Olho-o em soslaio de um dos seus lados ,

em captação de sua substância se explicar!

 

Porque quero entendê-lo, respirá-lo,

nesta invenção dos seu três tempos

numa projecção que exige três ritmos para reinventá-lo.

 

Um poema é uma profunda e minuciosa descrição do tempo.

O tempo que é tenaz em sua urgente passagem

Mas o qual pode ser tomado para ser viragem!

 

Como um marcador que distingue o tempo e a sua história,

como a diferença entre a noite aparente no eclipse solar e a  noite!

O poema inscreve-se no tempo humano gravado no templo da memória.

 

Se o infinito se distancia do ser e da sua eternidade,

o poema guarda a seu modo o tempo laborioso.

E seu labor, o pensamento, transforma-se em tempo curioso!

 

A beleza que determina a natureza

pode ser guardada pelos sentidos

mas só o poema lhe poderá dar voz de uma ilusória certeza!

 

O poema jaz em sua tamanha fragilidade.

Mas é simultâneo na gênese da criatividade.

Como aventura inacabada que assiste à penumbra do mistério da vida!  

Rosamar  Freedom        

 

 

publicado por lybelinha às 12:28

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