Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012

As ideias que se repetem - em imensas recriações-

A harmonia das formas idealizadas

que guardo na memória da alma,

a beleza da vida em sua espontaneidade

num esplendor cíclico e inúmeras madrugadas!

A cadência das horas em indecisa saudade...

 

A busca inefável de perfeição,

que sempre existiu na alma humana

desencadeia a maior inspiração

a construir possibilidades e ideias

que se repetem em infinita chama!

 

Uma realidade que se procura inacessível

em diversas escalas e ordens,

que se extingue e reaparece

em traduções representativas em mil imagens

pela palavra que mescla ideia e imagem em supostas miragens!

 

Uma luta sem tréguas do infinito e o finito,

que se cessa em todos os seres mortais!

Fuga inquieta num desassossego vigilante,

que desordena o avesso de iguais dias banais!

Moldando um pensamento pleno, imaginativo e itinerante.

 

A minha mente assegura possibilidades...

Que tento recriar em palavras,

dou-lhe existência e expressão.

Sentido, sentimentos e qualidades

e na luz clara do dia, talvez surgirão!

 

Um embate de dois mundos ( ser e contingência )

que guardo em diferentes lugares.

A obscuridade que combato com o olhar no céu!

Premente na imaginação que voga em cálidos luares

e a intercepção do meu ser a se inscrever em sérias realidades!

 

Um mundo velho e novo nos olhos de uma criança!

Ideias há muito nascidas e recriadas,

nas mais diversas e originais palavras

na escrita de invenção universal da esperança

a rejuvenescer na erosão da rocha, sinal secular de mudança!

 

A lua que é de todos os tempos...

Em meu orgulho a tenho em minha época!

Mas há quantos séculos é razão inspiradora?

Que equilibra o sistema planetário de hoje e de outrora.

Que enfeitiça, faz sonhar e prender sentimentos!

 

Essa lua viajante, mas tão ciclíca e metódica!

Em sua magia cintilante nas alturas...

Acumula memórias antigas em sua remota história!

Em seu calendário regista marés presentes e mais tarde futuras.

Utilizada desde o homem mítico e pelo poeta de ideia melódica!

 

No silêncio de tamanho infinito,

olho de tão perto, a longínqua lua brilhante!

Na sua brancura metalizada é um mito...

em sua silhueta arrasta-me num sonho a vogar viajante.

Numa cálida e escura noite cede-me a inspiração recriada!

 

Procura-se uma imperceptível ordem misteriosa,

que se idealiza existir desde sempre.

Numa busca apegada às ideias

Em secreta vontade de espelhar a perfeição latente,

que anima a alma humana duma vontade ambiciosa!

 

Rosamar  Freedom

 

publicado por lybelinha às 19:03

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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012

Hazard and silence - climbing a heap ( bridges for score )

                                                                                     ∞ ( infinity )

 

Between you and i

There is a white empty sheet.

And something in imagination,

like a melody or a blue beat!

 

Between you and i

There are possible lines

With a few words and rhymes.

And a landescape where sun shines!

 

I climb distance leagues away...

All my legacy are letters,

like a dream bilt in warm silence

a crystalline water became a new day!

 

Between you and i

An exaltation of creativeness is began

like a sea born in brown land,

measure in violet sky deeper and deeper in yellow sand!

 

I just paint the silence mood...

To made bridge for a sheet music.

In a order to learn a way,  a science,

how to put words to stood

 

A love or bright imagination,

between words and music notes!

A glorious sample among hazard and inspiration

To give sequence to a best dreamed scores!

 

Rosamar  Freedom

publicado por lybelinha às 15:54

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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2012

O Manual da Amizade [ em jeito de redenção ]

Numa busca interior do meu ser,

serenei-me em minhas diferenças!

Umas extremas e incompreensíveis,

outras estranhas e imensas

e mais outras misteriosas por saber...

 

Um mundo imenso e pouco perfeito

tão distante e porém em mim .

que se debatia em luta constante

mas que sempre permaneceu enfim!

Num lugar estreito e tão distante. 

 

Contrafeito na minha memória permanecia:

Um pensamento que clareava o dia...

Sem medo, e como matéria única e persistente,

traduzia uma vontade um tanto consistente:

Nas regras da amizade que nascia!

 

Para o meu mundo mais habitado

o manual da amizade estava escrito 

não era imperceptível, nem confuso!

Entendia-o como um esboço já há muito desenhado.

Era espontâneo, inato, sincero e assim descrito: 

 

Eu não sei de traição, nem de mentira,

eu ouço, compreendo e sinto muito!

Solidifico, uno, forte e solidária.

Caminho no incerto e no mais obtuso,

na construção de muros e paredes que me apartam de tudo!

 

O meu encontro simula-se no mais pequeno nada,

no que invade o meu ser sem recusar,

no que me traz a sonhar na vontade de amar

na maior insignificância que sossega a alma.

Numa cumplicidade despida e silenciada!

 

Eu sei dar, sem nada receber.

Eu sei amar, sem ser amada.

A solidão é uma amizade duradoira ,

que me ensinou a não mais me perder

num mar de despojos de esperança quebrada!

 

Rosamar  Freedom   

 

 

publicado por lybelinha às 09:46

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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2012

Uma liberdade poética -a viagem da construção das palavras-

Estudos poéticos diversos do nada.

Incandescentes na unicidade da palavra!

Guiando-a nos artifícios belos e revestidos,

nos silêncios musicais indefinidos,

que regressam a partem como ondas do mar!

 

Intensidades se inscrevem libertas...

Simulando um mundo que imagino.

Que pulsa no invisível e misterioso

ritmo sedutor de imensidões desertas!

Que aos poucos moldam o destino em secreto paraíso.

 

A palavra, guia dos poetas,

em todos os desertos da alma viçosa

demarca espaços de luz translúcida

extingue e reacende a criação de paletas,

que misturam cores que são ideias nascidas de palavras!

 

A palavra cede-me o dia de repetição única...

Numa alienação pura e rara de invenção

que me acolhe o pensamento moldado,

recriando do nada, da vagueza, possibilidade e direcção

das ideias que nascem e exibem sua recriação lúdica!

 

Quando a palavra se inscreve no tempo

e se transforma na chama inventiva intemporal

como guia do infinito conhecimento da inspiração

destemida de vida transbordante e passional!

Intransponível em seu poder liberto ao vento...!

Rosamar  Freedom 

      

publicado por lybelinha às 11:26

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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2012

Escrever ( arte da aproximação e identificação humana? )

                            Um passo importante na hipotética história da ciência literária, o pós-estruturalismo

 

    Por experiência própria de leitura encontrei nas ideias que certos autores veiculavam na sua escrita consonância com o que eu pensava, ou o contrário, mas com fundamentos que me faziam pensar de modo diferente, ou no sentido de me dar acesso a uma maior profundidade e conhecimento. Assim estabeleci uma conexão valorativa que me fazia pensar que a literatura era um lugar acolhedor para o espírito. Porque acompanhava o meu desejo de evoluir, de mudar e continuar a crescer! Não me colocava numa sala vazia, sem sonhos, nem expectativas, cheia de certezas e sem caminho para percorrer.

    O ser humano vai-se materializando com o tempo e como ele se predispõe à mudança e ao movimento constante, no sentido lato, que não tem de ser feito em cada extremo da linha da sua trajectória. Há um caminho entre esses dois lados que não se conhece a que se pode chamar acaso em que o meu ego( considerado um entrave para a experiência )  não se manifesta e desse modo fico com a capacidade de me envolver em novas experiências com coisas que estão fora do "eu" . Para implicar a literatura seriamente com a história humana e o seu avanço e a diferença que operou no estrururalismo em que se favorecia o logos ou seja a centralidade da palavra, em que as ideias que expõe são sempre dadas como verdadeiras. Isolando as leis da mente, como os paralelismos, oposições , inversões, que por sua vez agiam a um nivel de generalidade que não se encontravam nunca perto das diferenças concretas da história humana. Desse modo fechavam as possibilidades de aproximação que seria o momento em que o logos sai de si e se abre ao contingente. 

    Roland Barthes a par com outros autores iniciou a desenvolver criações do movimento" nouvelle critique francaise " a que se dá o nome de

 pós-estruturalismo em que critica o pensamento ocidental por ter sempre privilegiado o logocentrismo que desvaloriza a escrita enquanto desvio da esfera inteligível para o sensível. Retirar grilhões impeditivos à criatividade e à imaginação e dar uma nova responsabilidade ao leitor de ter a liberdade de redescobrir o texto  e dar-lhe a sua própria interpretação, para se inserir no carácter aberto da obra literária e seu mundo polissémico seria um dos caminhos apontados por este autor.   

 

Adoração a um Apolo ( deus grego da luz,do sol, das artes ), que me faça evoluir e crescer em profundidade.

             

publicado por lybelinha às 01:52

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