Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012

Uma tamanha solidão ( estranha verdade )

Poemas Deprimentes

 

Nesta imensa clausura da alma

Em funesta  e deserta solidão.

Imergo com a força de uma desilusão...

que me cala a alegria e a calma.

Enquanto morro e deixo de ser a minha criação!

 

Sem me reconhecer, me desconheço tanto e tanto!

E preparando o medo que é terror.

Desconheço-me em ser o que sou num doloroso pranto!

Só a mentira e o desencontro que é dor,

me mantém no cimo de um mar deserto e aterrador.

 

Sem passado, nem presente, apenas memória vazia...

Trespasso o que resta de uma ideia de liberdade

Que me dá alento e esta transição solidária.

Para tudo o que se não dissolve em escassa fantasia.

E com tudo o que deixei, me desencontro com a minha estranha verdade!

 

Não sinto saudades do que fui

por não me encontrar em quem sou...

Apenas esta vaga de pensamentos que me leva...

Atordoada, não me sinto, e minto nessa incerteza que ruiu!

Me debato até à exaustão, de me encontrar perdida  no que o teu olhar calou!

 

 

Rosamar  Freedom                                                                                     

                         

 Postum scriptum: Estados de alma não são traços de personalidade.

publicado por lybelinha às 23:43

link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

Poesia nas margens da vida - o mote poético na vida

De margem em margem, um destino.

Um olhar na densidade de designação na incidência,

que me transporta imprecisa num ritmo...

Que desobscurece a inquieta permanência!

Na difusa claridade do legítimo. 

 

Em todas as partes do dia que nasce,

adquiro os sons, os tons, as sombras,

as cores, os diferentes mutáveis ambientes

numa observãncia inebriante no ritmo das horas.

Que se encontram entre si em diversas vertentes!

 

Na manhã que desassossega a luz clara

Que volta no equilíbrio natural, repetido e perpétuo  

que desata a ofuscação da noite que ficou

num outro entardecer, que já se esgotou!

Emana inspiração até ao sol do meio-dia em seu pendor desperto!

 

Trinados e suaves, enfoques sinuosos,

num sussurro das leves correntes do riacho,

que anuncia a comunhão do inicio da fresca tarde.

Encanto real de um timbre de um feixe de luz baixo...

Que prepara o encontro poético na margem da vida adiante!

 

O silêncio que se quebra na chegada

Tem todos os componentes necessários

criados pelo olhar poético sobre o real...

Esquecido no abandono cego de vida alienada!

Crepúsculo libertado na margem da vida ideal.

 

A quimera poética nas margens da vida,

que recupera todo o seu devido sentido,

em despertares itinerantes e inquietantes

na opacidade povoada de natureza e acuidades,

perenes ou efémeras intensificam-se nas margens da vida e dos sentidos!

 

Num abandono trivial na indiferênça parcial

hesitante em belezas sombrias da noite

Acautela na espera que é um sonho adiado

na margem poética que interioriza a vida que perpassa no claro mote

para estas minhas palavras que espalham o seu sinal!

 

Rosamar  Freedom    

=====================================================

 

Translation

Poetry in margin of life -  The poetic motto in life

 

Margin on margin, a destiny.

A look at the designation of density incidence,

that transports me imprecise into the rhythm...

Which make clear the restless permanence!

In diffuse clarity of the legitimate.

 

In all parts of the day that is born,

acquire the sounds, the tones, the shadows

the colors, the different mutable environments

in observance heady rhythm of the hours.

that are found each other in various aspects!

&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&

 

Uma recolha de pensamentos que rodearam este poema e em particular estas duas estrofes com a elaboração de uma possível tessitura com os seus motivos e o posterior resultado da combinatória da ideia poética que lhe deu origem.Mas que fique sempre a ideia de que não se disse tudo, e é verdade, pois essa é a principal estrutura do poema, revelar sempre algo de novo. 

Translation:

One clearance  of thoughts that circled this poem in particular these two strophes with the elaboration of a possible tessitura with their motifs and the subsequent results of the combinig of the poetic idea that led to it. But always get  the idea that not everything said and it is very true, since this is the main structure of the poem, reveal always something new.

 

Um dos principais motivos, quando comecei a escrever este poema foi o som que eu imaginei de um riacho que existe mesmo, de que advém um ritmo poético. A margem para mim é imaginária, mas demarca a existência de ambientes que são agradáveis, como tudo o que se pode ter num sonho. Pode ser um feixe de luz e as suas transições, quer seja pelo sol ou pela sombra( dei-lhe uma conotação também importante, como sendo mais um elemnto que não tem de ser menos significativo). Tudo está em incidência, mas tudo é construida descoberta, partindo sempre de uma ingenuidade inebriante.   

Translation:

One of the main motifs, when i started writing this poem it was the sound that i imagined of a stream that even  exists, that comes a poetic rhythm. The margin for me is imaginary, but demarcates the existence of environments  that are pleasant, as all we can have in a dream. Can be a beam of light and their transitions, either by the sun, either by the shadow ( i gave him also an important connotation, as another element that does not have to be less significant ). Everything is in incidence, but all is contructed discovery, always starting from a heady ingenuity.      

  Rosamar  Freedom

publicado por lybelinha às 19:00

link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Dezembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
13
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Se pudesse chegar - If it...

. Indefinitivas palavras - ...

. Experiências na vagueza d...

. Os dias de hoje - Nowaday...

. Mundo universal - Univers...

. Com a sombra da tristeza ...

. Na poesia, como na música...

. Na poesia, como na música...

. O fulgor da audiência ( A...

. Rumo contra a maré - A in...

.arquivos

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Maio 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

.tags

. todas as tags

.favorito

. Janela da imaginação - es...

. A criatividade do sonh...

blogs SAPO

.subscrever feeds