Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011

As faces simultâneas ou a folha sem margens

Das palavras que se estendem nas margens

 

Acabo e iniciar a escrevinhar

Como quem desenrola um novelo

mas não um trivial, banal, mas desigual...

Encantamento de reparos que revelo,

Intrincados em mostrar as várias faces até ao final

 

Como um deserto que se vai transformando,

num lugar muito diferente da aridez

Combinando espaço com diversidade

mas que atordoado se consome com rapidez!

Numa amplitude de sons, dimensões, transições e habilidade.

 

Dou-lhe vida, liberdade que respira e se inspira

Deixa de ser preso ao pensamento abstracto.

E de forma indelével se mostra em esplendor!

Da mente para a horizontalidade do labor,

que são as letras na sua arte divina.

 

Mas estas não são quietas nas linhas da folha!

São modos pensantes a percorrer caminhos difíceis.

Que se mexem de vontade inquietante,

ensinando-me a compreender o percurso por diante.

Não são adquiridas, são destinos, sentem-se como chuva que molha!

 

Não são póstumas para algo definitivo e acabado

são dinâmicas em voltas e revoltas que murmuram

a sua ligeireza, destreza e riqueza de sentido,

olham-se, revêm-se adaptam-se e mudam 

Revelando-se por avaliações num espaço aberto e fechado!

 

Desdobram-se assim por uma clara intenção

nas entrelinhas da compreensão e do saber

ora imbuídas de originalidade na oração

ora num retorno de ser crescimento e poder!

Em adornos em que a alma se apreende, se conhece e se liberta.

 

Essas palavras que são como pequenos mitos!

Trazem uma simbologia espiritual tão, tão perene...

São simbolos naturais e universais que se movem livremente

São água que brota da fonte para renovação espiritual e sol quente

que origina a vida, são estrelas de orientação nos caminhos! 

 

 

Rosamar  Freedom                                     

         

            

                

                    

                                                                                   

publicado por lybelinha às 19:50

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Terça-feira, 23 de Agosto de 2011

O tempo guardado - desejado

Afastei-me do tempo que não quis,

actuei na sua rejeição apagada

perdi-me no sabor de um outro tempo...

Que harmonizei na natureza desejada.

Disseminando-o em sons do vento!

 

Despeguei o segundo entre o ser acontecimento

Enchi esse espaço vazio de ambiguo,

que se foi ligando na criação de novos momentos...

Na entorpia do imprevisível assisti ao nascimento

da construção de sinais de novos elementos de tempo.

 

O tempo que agarrei, que não rejeitei,

esse tido como o único de verdade

Fez da acção um desejo que concretizei,

na trajectória futura o senti e acalentei!

Nesta sensibilidade das palavras  que são arte.

 

Quebrei-o pelo seu desânimo e desencanto mútos,

esse estratificado e convulso tempo,

em absoluto o transportei num segredo

que desvendo num verbo transitivo em pleno

e dou inicio a outros bocados de tempo diurnos!

 

O tempo nas minhas mãos que fala

e me reduz o improvável ao decerto

partilhando-o na medida de o ter.

Decisivo protagoniza o segundo perto,

que me acompanha e assiste o meu querer!

 

Nas rédeas do tempo interfiro.

Calado e desarmado eu o transformo,

com o alcance, num instinto de liberdade

que lhe dá um ensejo em assombro,

determinando o ritmo, que transparece claridade!

 

Não ouso entender o tempo que não quis.

Apenas o recupero num novo espaço.

Que se prepara e se faz verdadeiro!

Crio nas distantes incertezas de traço em traço

e persigo o vislumbre de luz que é o primeiro!

 

Rosamar  Freedom   

                                 

                             

                                                                                                                    

  

   

 

publicado por lybelinha às 12:03

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Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011

Dedicatórias maviosas ( imensuráveis paixões dos poetas )

- Sublimidade -

 

Paixões  imensuráveis e tamanhas

nos poemas dos poetas

Umas com nomes de mulheres

ou suas descrições fisicas ou psicológicas,

ou apenas impressões pela paixão idealizadas

Mas todas infinitas e perpétuas.

 

Fascinam-me tão peculiares sentimentos,

em grandiosidade de impossibiliade!

E quando consumidas, a teia de saudades,

a longura desmedida e tanta infelicidade...

Declamados em estado febril de extremos!

Um universo de sofrimento e acuidades.

 

Tão grande querer e forte devoção na memória,

profetizam o amor guardado ou querido!

Choram-no em versos de sentido desmedido...

Expressâo simbólica no auge do amor e da paixão!  

Linhas, páginas de penosa e dolorosa solidão.

Cantadas aos amores em mil e tal dedicatórias!

 

O medo com as paixôes em segredo.

Que sublima todos os ideais sobre o objecto amado!

Que fala pelos sons cadenciaos no ritmo

de um tremor num ar leve e sossegado...

Numa pétala doce de um lírio encarnado!

Na tarde sublime que se acende no horizonte divinizado. 

 

Será um desuso, tão grandes pensamentos?

Os poetas já não amam, nem se apaixonam

com tanto desejo e exacerbado querer

Não se expressam de tamanhos modos trágicos?

Não confundem a inspiração e o querer?

O sonho e a imaginação já não lhe compoêm amores mágicos?

 

Camões, Bocage, Cesário Verde, Camilo

e muitos outros, de paixões vincadas

e descritas num auge, ora de felicidade,

ora de desespero, ledo de saudade

de caro sofrer e querer aprisionado

de vidas no real do papel, sublimadas. 

                                                                                   

                                                Rosamar  Freedom 

publicado por lybelinha às 20:45

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Terça-feira, 2 de Agosto de 2011

O desalento do meu Demiurgo ( encruzilhada do tempo )

Omnisciente inteligente

 

Claro ou cristalino amor

que sinto pelo que me faz amar,

não temendo pelo seu fim, não

apenas não cedo ao doce coração,

que me defronta e me teme em seu valor!

 

Corrente válida de valiosa estima

Queria todos os vales desfazer,

as montanhas escalar de rima em rima...

Transformar o granizo em gelo a derreter.

Enfrentar ventos sem ter bússula, nem orientação!

 

Junto-me ao teu desalento sofrido!

Regulo os ponteiros do relógio do tempo,

que me faz alcançar-te nesta longa encruzilhada!

Ensaiada na minha voz, palavra riscada

em forma de letras, de amor e destino.

 

Tantos caminhos em que cercámos o denegredo

em loucos desatinos quebrámos a desesperança.

Circulares de inúmeros encontros em segredo.

Criações de espressa e insubmissa criatividade.

Em teu sábio omnisciente, deseja minha memória reclamar-te em lembrança!

    Rosamar  Freedom                   

publicado por lybelinha às 11:57

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