Quarta-feira, 30 de Março de 2011

Falar sobre a poesia que escrevo

Escrevo sempre de forma quase espontânea, como se fossem impulsos traduzidos em letras. A minha principal inspiração ou digamos o motivo é angariar sabedoria sobre o entendimento e o decifrar dos labirintos da alma. O que é que a alma busca para encontrar a felicidade? Já não tenho dúvidas sobre umas quantas coisas que são tão invisíveis, como por vezes impossíveis para que a alma se sinta um pouco mais completa e feliz. Poder-se-ão chamar ideais sublimes e nobres. E são eles: A liberdade, a alegria, a justiça, a verdade e o direito de sonhar. São apenas pensamentos viçosos que a alma exige, pois nela reside o eterno ideal de perfeição e beleza! Dois dos ideais mais elevados e idolatrados, são também os que mais assustam, amedrontam ou embaraçam os seres humanos, que quando confrontados com eles os acham inverosímeis e impossíveis inalcançáveis. Provocam incredulidades e dúvidas. Não se crêem facilmente em alma perfeitas e belas, pensando até que poderá ser algo falso ou pura estética. Se a alma humana é a única produtora da perfeição e da beleza, porque não poderá,  sem qualquer vergonha, a possuir dentro de si verdadeiramente?  

    A poesia é apenas uma forma de interpretar o que somos de forma mais inteira e verosímil, pois nós nunca poderemos assumir apenas que a nossa composição é o que lemos na realidade. Existe um intercâmbio permanente, sempre em comunicação entre a realidade e a imaginação. A poesia é que desfruta desse acontecimento, pois o torna visível na sua feitura.   Rosamar  Freedom

publicado por lybelinha às 22:00

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publicado por lybelinha às 21:59

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Domingo, 20 de Março de 2011

Almas e Poetas

Desabrochar contemporâneo das almas:

que desaguam inquietas na manietação

do ser que se torna tão emergente!

Calada na imensa inspiração,

converge nas palavras, a alma incandescente...

 

A luta que se revigora num caminho,

em que se intercetam poesia e vida.

Descobrimentos que traduzem mistérios

nessa teorização que se pensa divina,

numa lógica sentimental com fundamentos sérios!

 

Gosto de rimar com a luz da manhã

no cedo que se ilumina e lidera.

Numa convocação de acertos,

a que dou o nome de Celebração da Primavera !

Não são repetições, são diferentes recomeços.

 

A alma que se estende num entendimento.

Que se julgava impossível!

Intensifica-se nas junções dos ideais sonhados...

A justiça no direito ao futuro que se torna possível.

A pureza do amor, que se torna real e reclamado!

 

Imposições liricas que jazem na alma,

porque o sonho de felicidade prevalece...

Só precisa de voz na palavra e no querer!

Num idealizado demiurgo que se transforma e se reconhece,

Numa realidade verosímil dentro do meu ser!

 

Suspenso em pensamentos poéticos,

reclama o poeta em seu sentir ambíguo...

Traça as linhas como memória descritiva

alia imaginação e realidade em seu desígnio,

em que o abstrato sentimental ganha expressão criativa. 

Rosamar  Freedom 

publicado por lybelinha às 17:58

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Sexta-feira, 11 de Março de 2011

Um mundo de papel ( o discorrer da tinta )

Dás-me o recomeço e o meu destino.

Trabalhado em equilibrios feitos de letras

Urdido em sentidos desprendidos,

que se multiplicam em frases e firmezas

 

Em fileirinhas de periodos escritos

vão-se abrindo caminhos assim restritos.

Rimam cruzados em ires, ores, ares...

São a vastidão, são livres, amores, cores e mares!

 

Uma janela que se abre ao mundo:

e vai colhendo vestígios de mistérios escondidos...

Escrito e reescrito em vários andamentos do profundo,

Transformados nas pilhas de palavras que serão livros!

 

Claro é o dia que acaba em noite estrelada!

Força planetária por vencer na palavra.

Que se pinta na filantropia universal.

Na defesa reconstruída da paz, da vida e do sal!

 

Dás-me aquele espaço em branco em aberto...

Do tanto que fica por dizer.

És a etérea oportunidade do querer

Que inventa letras de inspiração no tracejado do deserto!

 

Se pudesse resumir, chamar-te-ia liberdade!

Ou motor de organização de os desalinhos e pensamentos.

Enquadramento de toda a criatividade

Fugidia esperança em breves alentos...

 

Confesso-te toda a minha paixão.

No teu amparo que é refúgio na dor!

Dás-me as linhas de marcação do amor...

Quimeras em que te esmeras no acompanhamento da solidão.

 

No gerundio do tempo que é lento...

Consigo ver todo o caminho do presente.

Observo a gosto do meu sentir que aprende.

E é só o depois do recomeço em que arrisco e me inquieto!

 

Aterdoa-me de cansaço a contradição humana, tão fatal ou banal.

Em que a minha folha branca se entristece...

Parecia-me tão facil o amor, o bem dizer em quermesse.

Mas tudo é temporário, muda e de novo será um ideal!

 

Papel aconchegante e amante do platónico...

Confessionário de longas adorações.

Não te dás à acção em teu papel lacónico!

Imperas na sufocação do amor em suas perdições e sublimações!

 

Rosamar  Freedom

 

 

 

 

 

publicado por lybelinha às 12:12

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Quinta-feira, 10 de Março de 2011

Um mundo de papel ( O discorrer da tinta )

De novo em seu valor retomado

Sem distâncias ou carências!

Apenas tudo o que são importâncias,

de pequenos feitos em papel preparado.

 

Nada de intenções, mas actos verídicos

Claras direcções, primados de sinais...

Interesses de declarações de redutos rendidos,

às criações firmadas em letras e riscos!

 

As horas de retomar, e sem medo 

As esperanças que desenham andanças.

Seguem o fino encorvar em letras redondas,

que prevalecem no brilho que se diz cedo!

 

Do silêncio já não tão, tão invisível...

Atraêm-se formas várias de vez em vez

Imperam na sua importância tão visível,

enquanto se libertam do deserto que sentes, escreves e lês!

 

Papel, te idealizo, como um dia de sol radioso!

Apenas nessa simplicidade que me irradia... 

Escuto-te em tua dádiva de amor e alegria.

E nessa certa maciez, toco-te num sentimento amoroso!

 

Rosamar  Freedom

  

publicado por lybelinha às 18:56

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