Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010

Breve explicação do sentido da vida

    Chegou-se ao patamar em que o tempo se esgotou, não o tempo verdadeiro, movido a cronómetro, sujeito ao sistema de numeração arábico, que é utlizado para concretizar a  medição sistemática  do tempo,  mas aquele tempo que se vai gastando nos relógios de Portugal e de todo o mundo. Aparece e reaparece, como um fantasma que se vai escondendo e aparecendo. Porque o tempo que pode ser psicológico ou talvez fictício, ou talvez honroso, pois enobrece, podia chamá-lo o tempo do homem, aquele em que o homem sonha com a mudança, com o avesso que se transforma no tempo verdadeiro, mas que é teoricamente falso, pois está oculto, escondido, talvez de certa forma reservado, mas nunca inexistente. 

    É um tempo não assumido porque não serve, nem satisfaz a conjuctura nem o juízo formado apartir de meras aparências. E o quanto escondem as aparências, tanta falsidão, tanta mentira, tanta tirania, tanta opressão, tanta opacidade, aonde nunca transparece a luz, nem o seu ser, que alimenta o dia daquele que sonha e concretiza o sonho e por isso avança, descobre e constroi!  

    Um horizonte límpido para pensar na justiça e na bondade humana como armas silenciosas contra o vulto  ou a sombra constante da falsa medida da aparência de tudo o que deveras jamais existiu, os direitos assumidos de poder preconizar o verdadeiro sentido da vida.                

publicado por lybelinha às 16:14

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Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

A forma das lágrimas ( de margem em margem )

Tecidos e tristes infundados sentimentos

Que queimam a alma incompleta

A alma que busca paragem incerta

que se consome em desaires e desvarios

Que se abandona em indecisão desperta

Que não sossega, nem se entrega a dados medos

 

Nessas formas ângulares e sinuosas que caêm

Em forma de tecidos e sensíveis lamentos

As lágrimas que se desenham sem segredos

que nascem da dor que vai e vem

Do amor que resta de tristes desalentos

Evaporam-se no transparente nada da voragem

 

Iluminam o ódio, a dor e o amor querido

Tranparentes em silêncios que não se vencem

Em círculos incertos na limpidez de um bem cálido

Que insinua destemida e tamanha coragem

Na noite do desencanto perdido

Que clama na justa chegada à sinuosa margem!      

publicado por lybelinha às 09:24

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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Antes de saber

É incerto, é vago, é aprisionado

Um dado sentimento angustiado

Nessa incerteza que se desmascara

A pouco e amiúde na palavra que me é cara

 

Como um sonho velado, escondido

Um ideal encoberto e perdido

Em que me desperto e descubro 

Em que me perco no seu distante e destemido

 

Queria perdê-lo de vez, este sentimento  

Que me mantém num distante cinzento

Mas que me inicia num lugar de sonhadora

Em que da terra, no mar avisto a saudade que demora

 

É o longe que mora cá dentro

Que me mantém em acesa esperança

Em lampejos que me dão a esperada bonança

E a terra que piso, já não é chão a que me prendo

 

O coração tão dividido que escureceu

Não sei se é meu o seu ideal de liberdade

De temer e querer o saber que me reconheceu

Num sonho que adormeceu, mas que acordou em verdade!


Rosamar  Freedom

 

 

 

 

 

     

publicado por lybelinha às 10:47

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Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2010

Escrita ilustradora ( ou ferramenta do guia da realidade )

    De forma oportuna e inteligente, a incursão, por via de palavras assumidamente sóbrias, poderá retomar o caminho que torna a compreensão de umas quantas verdades que se identificam com outras e muitas respectivas realidades. A inteligibilidade através da escrita e não a ponte para a sua procura, é para mim a via mais segura de atingir o conhecimento, já que este tem muitos patamares, os quais é necessário subir para poder assimilar a certeza de que realmente se aprendeu.

    Todas as doutrinas têm o direito à sua existência, ao seu estudo e análise, mas esse grande e astuciososo mundo do conhecimento faz parte de um patrimonio que é possuído pelos sábios e estudiosos e que é posto à disposição por meio; de livros escritos, aulas leccionadas, bibliotecas, em livrarias à disposição para consulta e compra e sinais do nosso tempo, na internet, grande mundo de conhecimento diversificado e vasto. E nesse intercâmbio do saber e do conhecimento democrático,  nada poderá ser vedado ou proibido a qualquer pessoa que mostre vontade de o adquirir. Assim se formam e instruem muitas pessoas, que talvez um dia se tornarão um deles.  É o progresso e faz parte do nosso futuro que vai engulindo o presente que se mantém em permanente estado de transformação imparável, loquaz e descontinua. Devido a isso existem mutas dúvidas sobre o funcionamento das instituições, nomeadamente a instituição do ensino, aonde existem muitos problemas e criticas do facto de não estar a facultar os resultados que se desejariam, nem a fazer o principal, criar a verdadeira motivação para a aprendizagem.

    Eu gostaria de ilustrar algo que se relaciona com esta crescente insatisfação em relação a quem ministra e de quem usufrui, da instituição do Ensino.

    A vida não é um quadro representativo de um lugar estático e uniforme, passível de ser conhecido mediante regras pré-estabelecidas em que ao se atingir o seu conhecimento é um poder amplo do descortinar de uma realidade sabida e posteriormente adquirida. Dessa forma se saberia como lidar com ela, não haveriam surpresas e não ficariam dúvidas a pairar. Ou seja está sempre a mudar e é preciso estar  atento amiudadas vezes a ela, para que se torne numa clarividente ilustração com o objectivo de tentar poder encontrar a melhor forma de lidar com os seus problemas e dificuldades. Agora pergunto quem nos poderá melhor dar a conhecer essa mesma realidade, sempre constantemente a mudar, sem aviso prévio?

   Não deveriam ser as instituições que formam as pessoas? Eu não sei, alguém poderá melhor ter essa resposta. Será uma solução ter um papel um pouco menos teórico e mais prático e pragmático. O que é certo, é que, se por um lado a liberdade de escolha foi dada a todos, a conduta daqueles que  formam e fornecem o conhecimento, encontra-se num espaço de impasse face às realidades vigentes, as quais suscitam muitas dúvidas e inseguranças ( o que parece transparecer ). Isso não poderá ser devido à falta de capacidade da fábrica do Ensino de proporcionar um conteúdo que demonstre como as coisas funcionam na vida real e não como  funcionam na sala de aulas. Que são realidades dificeis, porque em permanente mudança. Como se poderâo confrontar as duas realidades, a construída nas instituições de ensino e as que acontecem no mundo real e vigente? Tão diverso e descontinuo!

    Porque ilustrar é dar perceber, não poderia ser esta uma via para se construir um caminho para atingir o sucesso para não se passar o resto do tempo a lamentar esse " corpo estranho " e tão, tão desconhecido ( pois não se procuram as verdadeiras razões da sua existência ) desse mal chamado insucesso!  Falo eu de uma outra ilustração, aquela que é feita com a inteligibilidade da escrita, sem desprimor para a ilustração pelo desenho em todas as suas variadas formas, que muito aprecio e que muito me inspira.        

 

" Somos também inescapavelmente, o que aprendemos " - João Caraça

 

  Professor " Ensinar é tornar as coisas mais comuns do mundo em objectos de contemplação e reflexão. Precisamos de transformar tudo o que nos rodeia, tudo o que é estranho - e no entanto parte da nossa realidade - num desejo real de compreender. "

     Rómulo de Carvalho.  Pseudónimo: António Gedeão - fazedor do poema que vinha nas primeiras páginas do meu livro de História da 4ª classe chamado: Pedra Filosofal      

publicado por lybelinha às 18:08

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