Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

As ideias - representações mentais e abstractas

 

 

     Das  ideias de  origem  à  reflexão critica  das diferêntes matérias    

As ideias não me dão soluções apenas me ajudam a pensar e a construir o meu carácter e personalidade.São projectos de pensamentos organizados, muitas vezes anunciados por quem nunca os pratica. Mas uma ideia não deixa de ser um pensamento que não é abstracto mas que gramaticalmente é classificado como tal, pois é paradoxalmente um substantivo abstracto.

    É neste encontro de dissonâncias que se poderia reflectir sobre o que são verdadeiramente as ideias. Pensar é um  acto concreto, pois quem pensa, pensa alguma coisa, mas é-o só para si mesmo e pensamentos não passam de longos ou menos longos monólogos, uma conversa muda, consigo mesmo. Quando se falam de ideias distinguem-se   as ideias per - concebidas das ideias pré - concebidas, as últimas não são propriamente rejeitadas por mim, mas a maioria  das vezes como resultado de tantas e tantas ideias guardadas dentro de livros chega-se à conclusão que muito poucas são veiculadas pelo o homem. Como uma das razões que julgo estar na origem dessa consequência é o facto de o ser humano socialmente se tornar muito falível não conseguindo projectar no

social uma melhor performance de  carácter nem ensaiada nem projectada nos actos concretos do seu dia à dia social. Mas para isso também posso tentar uma explicação que é o facto de haver um bloqueio de criatividade quando se tem na cabeça  um grande número de pensamentos lógicos que nos tornam num ser perfeito. E quando se falam de seres humanos o   " quase " é sempre o que nos define melhor, pois metade do que somos está na nossa cabeça mas permanece no nosso desejo, numa meta a atingir em que por vezes devido aos mais variados factores é reprimido e não chega nunca a uma concretização.

     Assim julgo que as ideias pré - concebidas não são geradoras de criatividade  porque na nossa natureza humana cabe também a nossa imaginação e estas são muitas vezes agentes bloqueadores da imaginação o que faz com que as ideias ao obedecerem a uma lógica perfeita não encontrem o melhor caminho para serem concretizadas, iniciam-se e fecham-se em si próprias.

      Quando se falam de ideias é inevitável que se citem ideias pré - concebidas que nos tocam o entendimento e que nos ajudam a aprender de forma mais acessível porque resumida alguma sabedoria para muitas circunstâncias da vida. Entra-se então na área da reflexão que muitas vezes é feita pelos filósofos antigos ou vigentes.

        Nessa minha busca das ideias no sentido de as tornar mais aproximadas da nossa realidade e movimentá-las dar-lhes vida e isso só aconteceria se se tornassem úteis. Encontrei uma teoria, a teoria do pragmatismo filosófico, segundo a qual a função essencial da inteligência não é conhecer as coisas, mas sim permitir a acção sobre elas, Teoria segundo a qual a verdade de uma ideia reside na sua utilidade, deferindo-se pelo seu êxito. 

 

Paradoxo

     Tendo mencionado as ideias pré-concebidas e per-concebidas, em que numa linha  indiciei as ideias pré-concebidas como travões de criatividade, devido à sua lógica de aproximação da perfeição que as mantém muitas vezes longe da realidade ( não obstante existirem ideias que também não nascem com o fim de atingir a lógica perfeita de um ideal de perfeição ). É por isso importante por vezes fazer a distinção entre ideias e ideais, embora não se possam dissociar umas dos outros, as ideias são mais direccionadas para um campo de objectivos e os ideais para outro campo de objectivos. As ideias buscam mais a racionalidade lógica e os ideais o belo e a perfeição.Mais à frente teci-lhes elogios quando demonstravam e e ensinavam o modo como se chega à sabedoria do pensamento aliado à acção. Os aforismos ( que julgo estarem sempre ligados à reflexão e profunda dedicação ) são os mais altos pensamentos feitos por sábios estudiosos , mas que poderiam ter mais aproximação ao ser humano se fossem compostos de erudição e de uma voz interior que lhes daria um cariz humano na sua essência que julgo estar mais intrinsecamente ligado à alma ( que também possui a sua própria sabedoria ) e que se descobre ou revela na forma mais pura e genuína que se pode alcançar. 

     Os ditames não são todos positivos ou agradáveis, mas penso que quem os faz se baseia na sua própria experiência em suas própria reflexões e na sua relação com a vida e com os outros. A vida e as suas experiências , numa dialéctica que põe em causa o saber particular de quem adquire experiências e saberes. 

publicado por lybelinha às 15:24

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O Exercício do Sonho ( encontro de corações perdidos )

    Já tudo se disse...

   Não sei , talvez não

   É uma certeza tão incerta

   Que nos cala mas não desperta

    Imaginar a vida em vão

    Dizer ao sonho que partisse...


    O meu sonho é um modo de sonhar

     que se demanda, se faz e perfaz

     Mas que apenas se escreve

      Em que em tudo e nada parece breve

      Numa longa e forte imagem audaz

      Que toca fundo sem se sossegar!


      É  sempre uma verdade  revelada

      Que não faz morrer, mas viver

       É um fim de longo tormento

       É a leitura de um livro aberto

       É o exercício de amar e querer

        É um explanar da razão ofuscada.


        Calar com palavras que nascem 

         Que se desenham no acto

         Explicam tanto, são sentimentos

         Assimilam a vida sem medos

         Dão perspectivas e silêncio. são pacto

         São a inconsequente alma em viagem...


         O sonho deslinda caminhos 

          Encerra o calor e a ilusão

          Atenua a dor guardada 

           Na noite mais cerrada

           É doce liberdade, é doce prisão

           É longo encontro de corações perdidos.


  Rosamar Freedom                                                                             

publicado por lybelinha às 14:44

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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

Metamorfose Poética

 

 

     Não tenho conhecimento de uma pura e verdadeira história da alma humana contada pela literatura. Com o verdadeiro sentido da alma em toda a sua mitigação e mistério a divulgar.A literatura trata grandes temas ligados intimamente à humanidade. Mas julgo ser mais um espelho de ideologias vigentes no tempo e no espaço ou de acérrimas individualidades que emergem de uma forma às vezes muito bela e às vezes muito vaga. Não falo da generalidade, apenas sinto a falta de uma maior aproximação literal à alma humana. O mundanismo impregnado de opacidade parece que aos poucos toma conta de algumas letras que se organizam dentro de um objecto que ao abrir-se tem de nos causar admiração e entusiasmo.

    Muito sinteticamente é assim que se pode abordar a literatura chamada " séria ", ou seja que é escrita por escritores que espelham muito mais a instituição literária, que se limita a ser uma estrutura intransitiva com regras próprias, distanciadas do mundo social. Esta problemática é muito pouco discutida e sempre achei que seria importante ser algumas vezes transportada para a mercantilização das ideias. Se todas as ideias não carecem de discussão, porque é que esta que julgo dar à literatura um carácter fechado e intransponível não pode ser também colocada em discussão?  Por assim dizer" abrir-se um pouco ao mundo " e quem sabe não seriam apenas os escritores a ler os outros escritores.

    É devido a isso que apesar de ainda não haver muito entendimento do que é afinal a Poesia, que julgo ser esta bastante mais acessível para qualquer pessoa ler mesmo que não se interesse por a leitura. Porque a poesia descreve em ilimitado modo a alma humana conseguindo dar-lhe um cariz tão humano e até conflituoso e ao mesmo tempo maravilhoso  que acaba por chegar  a quem a experimenta ou sente curiosidade por ela, de uma forma muito mais fácil e mágica.

     Não quero com isto pôr  fim ou colocar em lugar nulo a literatura, mas sim arrancá-la de uma estabilidade que poderá levar ao seu lento desaparecimento.  

      

 

 

publicado por lybelinha às 14:09

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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

Há derivas que amo ( O Amor, a alienação maior )

 

 

Todas as partes de um todo

Assistem às sombras que deslizam

Sempre a indagar o seu choro

 


Mas de significados trocados

Tudo se confunde, em apelo

Em que o choro alegrias aos bocados


O choro de alegria

É parte desse mundo

Que apenas não se reconhecia


Era parte de um adeus

que não se consumia

Como ode poética sem Deus


Sem Deus que é a chama

A inspiração, o motivo e cito:

O ser amado que me reclama

 


Sem uma palavra que soletre

Sem uma frase sonante

Nada que me mova ou desperte


Apenas o instinto do amor

O inebriante delírio único

Como uma ferida quente sem dor!


O amor, alienação maior.    Rosamar  Freedom

publicado por lybelinha às 18:30

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