Terça-feira, 25 de Março de 2008

O meu segredo criativo - pequenos objectos criativos-

     Comprar um livro é para muitas pessoas um hábito que conservam há muito tempo e até têm seus autores selecionados.  É um bonito e bom hábito, e essas pessoas não o fazem para colocar o dito objeto na estante, sem antes o descobrirem com entusiasmo, folha à folha.

      Eu não tenho esse hábito porque me falta disponibilidade e condições financeiras. Esse objecto que se pode tocar , cheirar, folhear e assimilar, sempre me seduziu e suscitou em mim muita curiosidade. Pelo bem ou pelo mal sou uma pessoa exigente com as palavras que lá  poderia encontrar possuindo sempre  o desejo de encontrar palavras, pensamentos e ideias relevantes, que tocassem o meu entendimento. Nessa busca incessante deparei-me com o meu próprio enigma!

     » A  palavra é letra morta, pensava Luthero, se não é experimentada como incitamento a uma metamorfose ou transfomação espiritual »

publicado por lybelinha às 14:11

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Segunda-feira, 24 de Março de 2008

Ilustração de Sentimentos ( os sonhos do espiríto apaixonado)

Para ti que careces de amor

Mas que o sentes ardente

A queimar a alma de dor

É no seu desejo  que lhe sentes fulgor

 

Tentas ilustra-lo amiúde

Inspira-te como noite de luar

Buscas tudo a que te alude

Entregas-te nessa vontade de amar

 

És feliz em tudo o que te diz

Alimenta-te o segredo da alma

Não paras em sua etérea cariz

Rendido ao amor que te salva

 

Aperfeiçoa-lo num tom maior 

crias palcos de amor sem pudor

Nessa tua imaginação fulgurante

Tornando-te o mais louco amante

 

Arriscas a vida como um  herói

Transformas o amor no único mote

Despes-te do medo que te rói

E anseias o frugal beijo que te acorde.

 


 

A coragem é um desejo que sentes

Ao subir ao cimo do teu amor

Que te dá tudo de novo o que perdeste

O querer, o entusiasmo e o calor.

 


 

Dás-te ao sentir de todos os sentimentos.

Paixão, alegria, e bem querer.

Felicidade de viver esses momentos

Que se fazem eternos até os teres

 


 

É a vida dentro de ti palpitante

Tudo é diferente e incólume

O teu ser espiritual transforma-se, é lume

Que ateia o teu mundo em ser apaixonante.

 

Acordaste nesses seres palavras

que te acompanham na ilustração

Que se faz e refaz no amor que revelas

E és inusitado poiso de alma e coração.

Rosamar Freedom

 


 


 


 


 


publicado por lybelinha às 22:00

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Escrever, para mim, um acto completo de esperança- corrente imparável- quase divagação

    Foi após muitas palavras,algumas letras, inspiradas frases e inúmeras linhas escritas no plano, espaço livre ou no espaço traçado em linhas geométricamente medidas com os mesmos centrímetos. Que descobri ,porque nisso pensei,que a escrita era o meu acto único de esperança fosse qual fosse o mote ou o assunto.

    Quando escrevo dou às palavras sempre um único sentido( para além de todos os outros), o sentido da esperança.

     Mesmo quando o pensamento se aloja na pior das realidades, está implicíta aquela agudeza contra a aspereza e a tristeza. Apartir dessa certeza encontro-me nas incertezas que para mim são sempre possibilidades que me levam para um bom caminho, que é o caminho da imaginação.

     Onde nada é estático ou inerte, tudo é movimento que acompanha um ritmo integral e imparável. Não é uma ficção irreal mas muitas possibilidades que se transfiguram em saídas possíveis e que se encontram em estranha forma de existência mas que cabem num eterno desejo de tornar " algo melhor".   

publicado por lybelinha às 11:40

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Amor, bonita música para canção ( Frugal desejo de amar )

   Tu, que receias o amor

  Mas que o guardas só para ti

   Escondido no teu secreto sonho

   Sente-lo perto ou longe e teme-lo

   Para tornares a guardá-lo no teu fim

   E só sentes a recordação do seu calor.


  Mas tudo o que fazes é buscá-lo

  É inventá-lo na tua loucura

  Traz-te à vida de novo em vão

   Ensaia-lo como música para canção

  Dós, rés, mis são solfejos de procura

  Do pódio do amor já condecorado.


   Dás-lhe o teu verdadeiro sentido

   É o ritmo duma bonita canção

   Que mascara o medo e o segredo

   Que é discurso belicoso desperto

   Mas que sara a ferida do teu coração

   Num espaço demarcado mas perdido.


   Tentas o reencontro a medo com o desejado

    Desafias o desejo para recordá-lo

    És corrente de paixão tão quente

     Numa loucura de ser tão carente

     Desafias a morte num risco calculado

     Ansiando sempre por esse amor tão esperado.


    Trauteias o seu ritmo como um desafio 

     Em sua corrente que desarma

     Alivias a dor sem ter sentido

     Semeando um amor não esquecido

      Sem desistir do teu amor na alma

      Música com o refrão de amor num murmúrio.


     Alimentas as palavras que são fogo quente

     Num espartano desejo de voltar

     Esse abismo que se faz amor de amar

     no contrário dele tocas a terra do mar

     Sobes até à tua vontade de não calar

     A mentira que arde no teu peito ardente!


   Rosamar Freedom

 

publicado por lybelinha às 10:43

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Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Gosto de ti ( Sinto a tua falta )

       Quando me perco de mim ,

       Penso em ti, sem querer

       Gosto de ti sem te conhecer

       Corre em mim um rio assim.

 


 

      És loucura ou impossível

       És engano ou ilusão

      És desejo em ebulição

      Ou mentira intransmissível

 


 

     Acendes-me o riso ou o ódio

     A liberdade e a verdade

     És a minha aldeia ou cidade

      Incendeias a noite do meu podéo*

 


 

    Ironizas o ser do absurdo

   Não calas a vergonha tamanha

    Engendras tudo numa só façanha

     Espalhas a monstra realidade em bruto!

 


 

   * Podéo: Poema

 

publicado por lybelinha às 17:53

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Quarta-feira, 5 de Março de 2008

Não somos máquinas, somos apenas humanos (Mas não quedamos de aperfeiçoamento)

      Se alguém porventura quiser contar uma história verdadeira baseada em conflitos sociais , flagelos sociais ou catarses sociais tornará de certeza muito mais próxima da verdade a sua história, se se basear em todas as crónicas sociais que se fazem no momento.

       É apenas uma hipotética análise que faço devido a ter encontrado nalgumas crónicas sociais a reflexão quase perfeita duma realidade a acontecer. Essa captação da realidade pode trazer à luz do dia factos que nos façam entender o que está a acontecer na nossa sociedade e algumas plausíveis explicações do porque é que está a acontecer.

        E neste presente momento que futuramente se fará história , já não se pode falar em Portugal como um país isolado do resto do mundo, uma vez que estamos inseridos numa comunidade europeia  que por sua vez está sujeita às regras " uniformes da globalização ". Por isso vemo-nos aos poucos misturados com os outros países que nos visitam quase como se fôssemos vizinhos . 

        O que eu acho que é importante è conseguir juntar todos estes factos e confrontá-los com o pensamento das pessoas , pois o que se vive e o que se pensa é algo que é feito pela população.

        Quando se conta uma história sobre a realidade das catarses sociais tem de se captar não só os factos, que se tornaríam insípidos, friamente, mas também o sentimento das pessoas .

         Evocando a " Estrutura de sensibilidade", em que não poderá nunca existir uma separação entre o vivido e o pensado que nos levará ao conhecimento metódico da realidade social. 

         Estamos incluídos numa estrutura social que está sempre em construção, nada é definitivo. Uma realidade social que se encontra em constante mutação que carece de definição definitiva em que " o social não passa de uma imagem em construção , ainda por defenir".- Estrutura de sensibilidade- " - A relação revela-se complexa e  em permanente tensão, sendo possível que esta se traduza ora numa tentativa de interpretação do real e de comparação dos seus elementos discretos ( aproximando-se das forma fixas) ora numa inquietude que por vezes não é passível de verbalização( conduzindo-nos ao intuítivo e ao afecto)." 

publicado por lybelinha às 08:28

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Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Reflexão sobre a dinâmica do ser escrita

      Não concebo a escrita  como um paradigma estático, baseado em ideologias e para servir as mesmas. Se assim fosse me seriam impostas um número, mais ou menos, de regras que iriam retirar do meu livre impulso de escrever, parte da liberdade. Foi apartir desse pensamento, sem ter conhecimento que já se tinha feito a demarcação entre escreventes e escritores. Em que os primeiros apareciam devido a essa necessidade, não de estarem só em escrita mas estar em e para. Deixou-se de esvaziar o conceito de ser escritor apenas para o ser mas utilizar-se de facto de o ser para poder atingir uma mão cheia de objectivos.   
publicado por lybelinha às 13:18

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