Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

A experiência da Poesia - Jogo de instantes- (Poesia - letra invisível)

     Poema não é Poesia,

   poesia sacrifica a experiência

   De  todas as coisas com magia.

   Poema debruça-se no item da permanência.

   Que pode ser o cheiro que traz a maresia...

    Poesia é escolha que preza inocência.

 

 


 

    Tudo o que a Poesia toca de modo,

     Estima no acontecer intacto...

     Não é implícito, é descoberto.

     Pelo olhar que se cinge ao pacto

     Da limpidez da alma como livro aberto.

     É a descrição da beleza no sentido lato.

 


 

     Não conhece facilidade, só puridade.

     Não é dizível como o poema,

     sem ela o poema perde fidelidade.

     Ela é o princípio que faz a lenda

     do poema que é poesia na finalidade.

     O poema não existe sem a Poesia e a sua letra.

 


 

     A Poesia é talvez inexistente...

     Só se encontra no nosso coração.

     E só é revelada porque é patente.

     Não se revela se lhe ditarmos prisão!

     Pois se alimenta tão frugalmente

     De sua fragilidade e improvisação.

 

 


 

     O trajecto entre Poesia e poema

      Não é dizível ou percebido...

      é concordante que se pense magia e pena.

      Pode-se tornar poema ou para sempre perdido.

      Pode vir ao palco, à boca de cena!

      Ou é eternamente em mistério escondido.

 

 


 

      No silêncio do estreme instante,

      colho o percorrer do inusitado 

      Que me acolhe ao deixar o distante.

       Faz-se perto num estranho diálogo...

       Numa unicidade que deixa de ser errante.

       Poesia é poema loquaz, que dormia calado  

 

      

 

       

 


          Rosamar Freedom 
publicado por lybelinha às 17:15

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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

Liberdade de Expressão ( Criatvidade) - Um mundo melhor -

     Enquanto tinha guardado na minha memória aquelas frases de escritores e poetas : " Não há machado que corte a raiz ao pensamento" ou " O sonho comanda a vida" ou " é pelo sonho que vamos mais além ", o desanimo e a decepção não me invadiam! Considerei ser sempre possível ter aquele sentimento que todos os alicerces que se faziam palavras com muita força ,cor e esperança estariam sempre à minha disposição. Como caminhar com cada passo juntinho ao meu coração que marcava o ritmo e tomava o comando.

     Pensamento, emoção e coração, na alegria presente que sente e se torna invencível, não nas palavras ficcionadas, mas na verdadeira origem da luta interior que emerge e se retrata.

      A partir daí era o inicio,  o começo do meu sonho que aos poucos deu voz às minha palavras instintivamente na única simplicidade do meu ser que se revelava através da liberdade de expressão.

       Nesse mundo paralelo à minha vida, a minha imaginação foi ganhando corpo e transformou todos os meus ideais, as minhas lutas, os meus desejos, todo o meu mundo "encantado" e fez-me acreditar que o sonho era inteiramente possível.

        O meu sonho que tem como principal "utopia", o alcance dos equilíbrios entre todos os inverosímeis paradoxos no nosso mundo. Isto porque a possível verdade, se é que ela existe é algo que me leva a um estado de angustia devido à impossibilidade sequer de a achar possível! E tudo o que consigo entender dela é uma hipérbole da catástrofe que nem sequer dá sinais de qualquer possibilidade de retrocesso em que que se tornou uma monstruosa impossibilidade.

         Toda a minha reconstrução a que eu chamo o meu sonho , não é mais que uma longa reflexão da minha intercessão com o mundo das ideias sempre baseada no olhar do meu espírito aberto que utiliza a liberdade de expressão longe de interesses ou influências.

          Sempre ao lado do pensamento que move o meu espírito criativo, a grande tentativa de que o mundo se torne um lugar muito melhor.         

publicado por lybelinha às 09:48

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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

Musas da criatividade - O Halo da vida- ( Na passagem do tempo que se faz novo tempo )

    Simulam felicidade e amor

     Dão voz a outros pensamentos

      Se dão em verdade e calor

 

    Calam enredos e calamidades

    Cravam o sonho e o halo

     Encenam sentidas liberdades

 


 

     Sem réstia de medo

      Demandam o sentir vivo

      Do tempo que é ainda cedo

 


 

     Conjugam força e imaginação 

      Mostram o claro dos dias 

       E sem a mentira declamam

 


 

       É o ser que lhes dá vida

       O sentimento. o ensejo

        E o sonho sente e respira

 


 

       No seu segredo desvendado

       Talham os passos desenvoltos

        E a verdade é caminho desbravado

 


 

        No seu ritmo singular

         Desatam todos os milagres

         E mostram o seu real devagar

 


 

         Semelhanças e diferênças

          Opostos que se entrelaçam

          Onde incertezas se tornam certezas

 


 

          Camadas invisíveis no horizonte

           Devolvem o silêncio do pensamento

           Transparecendo na manhã sem  que ela  desponte

 

           Reflectem no olhar e devolvem  

            Tudo o que a vida tem no seu universo

            O sol, o senso, e a origem do verso

 


 

            Inventam novos segundos

            Sem entardeceres nas horas   

           Num tempo de novos mundos

 


 

           Desde Gutemberg e os seus caracteres

            Que as letras se sonham

            Se reproduzem sem que te esmeres

 


            Apenas no sentido secreto

 

             Do olhar conjugado

             No verbo que a musa diz encantado

 


 

             Calmaria de turbulência

              Perpétua e inventa

              Na paciência e permanência

 


 

               Revolução  e inspiração

               Reinado; mistèrio das musas

                Trinado ao ritmo do coração

 


 

                Halo; halo; sentido do querer

                Mudanças sâio ensejo e poder

                 No novo dia que quer renascer

 


                                               

 

              

       

 


 


     
publicado por lybelinha às 19:39

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