Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

Criativo abstracto silencioso ( quadras de inspiração )

       Na procura da forma,

    silhuetas de claridade

    se desenham em prova.

     Do movimento e liberdade.


     Invisibilidade na existência,

     criação na diversidade...

     Na desnuda verdade

     Que sente só em transparência!


      Pensamento que transparece,

       Que pulsa no ser emergente

       contido no universo presente.

        Se faz e refaz, se apaga e reaparece,,,


       Gotículas de orvalho frio,

       desvanecem na manhã do dia.

       Evaporam e reatam o vazio.

        Essência que a invisibilidade enchia.


       No sentido do maravilhoso

        É a imaginação real o guia.

        E lá dá-se o conhecimento da Poesia.

         Em raios de sol, ou vento chuvoso!  


         Calado silêncio e misterioso!

          Desvendo-te sem pudor,

          acalentando o dia e a sua cor

           Abstracto real e assombroso.


          Tudo o que vemos e ouvimos,

           é uma mentira cheia de ilegalidade.

           O conteúdo e a forma não têm veracidade.

           É apenas a alma presa em teia e limbos.  


 

   Rosamar Freedom

 

 

    

 ,

publicado por lybelinha às 18:55

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A criatividade como filtro de luzes - para o bem e para o mal

     Escrever é na sua essência um imperativo para buscar a luminosidade dentro da nossa vida real, dentro do nosso dia à dia. Desfocada ou focada é sempre o meio de iluminação da edificação ou reconstrução dos acontecimentos que se vão desenrolando à revelia de forma inevitável. Ou seja, tudo o que não depende de nós é um ser obscuro e desconhecido que nos intriga e nos prende no meio de um deserto labirintíco.

      Com a ajuda da imaginação se podem inventar mil e uma formas de disfarçar, não esconder, tentar que se pareça com coisas diferentes. Mas o seu sentido único,a sua verdade continua lá implicíta e trágicamente tàcita e ao mesmo tempo tão cruel. Que fazer para a tornar visível sem dor dilacerante, escurecê-la em esbater literal, não a libertar?  Que finalidade, a de atenuar de diversas formas o ser obscuro que se apresenta exterior e sem controle? Nunca deixará de existir e se irá propagar em espaços de luz que ocupa para se tornar visível e compreensível. Mas doi, sem se mover cai inerte e se mostra como um filtro de luz que incendeia a vontade e a traz de volta, a luta imortal.

         Os filtros de luz designam-se para filtrar a luz dos seres focos da construção do bem, da esperança, mas também pra dar visibilidade na obscuridade dos acontecimentos que não queremos que aconteçam mas que não dependem nunca da nossa vontade e querer.           

publicado por lybelinha às 18:09

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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

Reflexão de ecrã criativo - ( se gostas de mim )

      Dou-te as minhas palavras, o meu entendimento das coisas perfeito, imperfeito ou quase perfeito, exponho os meus anseios, os meus devaneios e julgo-te no infinito que me escuta.

     Imagino-te, tu que gostas de mim, que partilhas os meus pensamentos, que me acompanhas nesta solidão da maior liberdade que é o acto de escrever. 

      Nesse espaço que é inteiramente dedicado a ti, tu que me escutas no silêncio e em segredo. Suspiro por te conhecer, tu que gostas de mim, que bebes do meu sonho e sentes o que eu sinto.

       Suspenso pelas minhas silabas ou consoantes, te encontras no que eu sou, perto ou distante sempre no segredo que se reflecte no espelho da criatividade, do papel para o ser de total liberdade.

         É o teu olhar que procuro, qualquer coisa de ti que eu procuro, qualquer coisa de ti que eu espero, a tua compreensão, o teu sinal ou discordância.

         Não precisas de fingir, se tudo o que me dás vem dessa certeza de que gostas deveras de mim.

         É esse o recomeço para todas as minhas palavras feitas pensamento,  é esse o princípio de que preciso, o facto de gostares de mim.         

publicado por lybelinha às 19:13

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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

Escrita - Necessidade criativa ou necessidade egocêntrica? » Reflexão «

     Quando me sento para escrever, de forma analitíca julgo o que me rodeia mediante os meus valotres, os meus sentimentos e acima de tudo apoiada na nascvente dos meus sonhos. Não sei se esta forma de iniciar a escrever sobre um tema, me torna uma pessoa que ao escrever está apenas a satisfazer uma necessidade egocêntrica. Exponho as minhas ideias ou a minha concordância com as ideias dos outros, estou a tentar enquadrar a minha forma de ver o mundo de uma maneira criativa, pois é a partir dessa exposição de ideias que me surgem os pensamentos altruístas no sentido de procurar soluções para o que se pensa que está mal.

       Talvez se possa pensar que apartir da individualidade emerga de forma instantânea  sempre aquela necessidade não do " lugar comum " : _ Mudar o mundo, mas uma dialéctica de movimento das ideias que semeia outras novas ideias e assim se retoma a direcção certa.

        A condução de soluções que imerge em cada indeviduo emerge afinal da movimentação de pensamentos que nascem na criatividade das ideias.

        Apartir desta reflexão pode-se pensar que as necessidades que se satisfazem apartir da escrita são uma mistura de satisfação de ego imergente que emerge e se renova na consequente forma criativa. Não é uma conclusão , é apenas um possível caminho para tentar entender a forte necessidade de escrever.     

publicado por lybelinha às 10:00

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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

Palavras advinhadas - o meu imaginário criativo no dicionário -

    Tudo o que amo, me inspira, amo as palavras, que são as melhores tradutoras da alma, sem elas, como se poderiam exprimir os sentimentos?

   Enquanto vou escrevendo vão-me surgindo palavras que me surpreendem, pois não lembro de me terem sido apresentadas, de forma mais clara, não as conheço, nunca as li ou escrevi. Mas não obstante, serem-me desconhecidas, elas vão-se encaixando de uma forma ou de outra, enriquecendo o que quero dizer.

   Todo o meu dicionário ao meu dispôr e eu vou escolhendo, uma ou outra palavra, não muitas de uma vez, porque cada palavra nova que insiro tem o maior significado, é muito importante para explicar o que quero dizer ou exprimir, quando escrevo.      

publicado por lybelinha às 09:33

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Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

Não , não queria ( me esconder atrás das minhas pérolas- palavras -

É o futuro, eu sei, é o futuro

Não mais esconderijos

não mais motivos

para sofrer na fuga do escuro.


Nascem-me as palavras

Insinuantes e preciosas.

São ouro, são trovas.

São minhas pérolas raras!


Esses momentos permitidos

pela sagaz inspiração.

São como os frutos proibidos

que voam e se escapam em improvisação.


Intocáveis, desenham-se desiguais.

Enlevam os espirítos não banais

Entrelaçam a beleza e o bem.

Descobrem o sol atrás da nuvem


Mas sou eu,sou eu mesma.

Que as inventei na distracção

que são correntezas na noite em vão

e me fizeram aparecer de forma ilesa.


 Com elas cresci e me encontrei.

Elas saíram de alma presa

pelo meu modo e minha firmeza.

Estão escritas na alma, não as decorei!


Não são elas que me protegem.

São elas que me dão entendimento.

Não são elas meu desentendimento

são elas que me revelam e me compreendem.


Pérolas não desarmantes.

Não se dizem derrotas.

Encerram sempre as vitórias

de bons momentos tão predominantes.  


Rosamar Freedom

publicado por lybelinha às 20:23

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