Domingo, 13 de Agosto de 2006

O acto criativo ( A Arte de transformar o silêncio )

Criar é para mim transformar o nada que se identifica com o vazio do silêncio, que necessita de ser preenchido, para se tornar em algo admirável e que pode fazer pensar ou pura e simplesmente pode transmitir uma ideia clara de imediato assimilável. Assim poderão haver talvez dois tipos de criatividade, uma que transmite premissas para à posteriori se desenvolverem pensamentos e formarem silogismos, outra que pode imediatamente dizer algo com clareza e subjectividade objectiva. 

Pode-se iniciar o processo criativo com muitos objectivos e estes podem ir mudando no espírito criativo, consoante o desenvolvimento do próprio espírito criativo.

Há sempre algo que não muda na particularidade de cada espírito criativo, é a sua particular sensibilidade. Aquilo que o move que o faz funcionar, os motivos é que eventualmente poderão ir mudando. Dessa mudança pode por vezes depender a sua motivação para continuar com autenticidade e entusiasmo que o caracterizam, pois não acredito em criatividade sem estas duas características, autenticidade e entusiasmo.

Creio que falo do acto criativo mais órfão, ou seja, sem buscar formas de se enriquecer, é mais solitário e sem alicerces de fundo para poder surgir dentro de uma estrutura criativa já planeada no sentir do espírito que cria algo.

Tudo poderá depender do tipo de espírito criativo do qual se fala. No meu caso pessoal é-me difícil tentar explicar, pois me considero um espírito criativo demasiado multifacetado, ou seja, possuo diversas facetas, o que faz com que tenha diferentes formas de iniciar o acto criativo.

Para além do acto solitário sem estrutura do sentir, apenas o momento interiorizado nas palavras que surgem imperiosas e dinâmicas na sua força e determinação. Sem serem trabalhadas, as palavras são como o espelho da alma, límpidas, claras e espontâneas.

Outras das formas de iniciar o processo criativo, no meu caso pessoal é a criação no sentir do mistério do desconhecido que envolve tudo o que rodeia o espírito criativo. O desconhecimento que o envolve, incita-o ao acto de criar, é uma das formas mais mágicas e maravilhosas em que ele sente vontade de criar. No ensejo da procura em desvendar os mistérios que o envolvem. Ao tentar adivinhar o pulsar dos mistérios que o envolvem, o espírito criativo vai descobrindo a verdade, pouco a pouco ao seu ritmo inteiramente próprio e dinâmico no acto de criar.                         

publicado por lybelinha às 16:05

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Sábado, 12 de Agosto de 2006

A criatividade do sofrimento ( Poetas, martires de Portugal )

Tantos espinhos tem ultrapassado os poetas de Portugal , mas foram até ao fim, ou seja nunca desistiram de escrever e descrever todos os seus estados de alma, quer fossem de grande tristeza, quer fossem de grande esperança! Bem hajam os poetas de Portugal pela sua garra e sincera devoção ao seu dom de sofrimento atroz, pois que poucos os valorizavam na sua destreza com as palavras imensas e plenas de honra e sonho divino. Nada matava sua criatividade que cada vez era mais bela e mais digna. Em tenra idade foram os únicos que tocaram meu frágil e mimoso coração, as suas palavras entraram na minha alma e dignificaram-na e purificaram-na e ensinaram-na e educaram-na e libertaram-na! São os meus verdadeiros Herois, os Poetas de sentimentos magoados, de arrependimentos cantados, de tesouros desvendados, de sonhos inacabados, de segredos contados, de revoltas gritadas, de verdades escandalizadas, de memórias gravadas sempre com as linhas das grandes palavras! 

Bem hajam, Poetas de Portugal !   Peço-vos que não sofram mais !          

publicado por lybelinha às 21:43

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