Terça-feira, 21 de Março de 2006

Criatividade Impressionista

Os impressionistas consideravam que a realidade se encontrava em constante mutação e conseguiam assim mostrar os mais variados aspectos desta com uma criatividade impressionante em luminosidade e transparências. Era uma descrição da realidade que se movia com talento e incisiva curiosidade e que se apresentava aos nossos olhos num movimento continuo e criativo. Continha a total ruptura com os convencionalismos académicos que reprimiam a criatividade e a liberdade artística e  transformavam  a arte em algo maçador e repetitivo.

Dando alma ao quotidiano consoante a luz e a cor em várias alturas do dia e nas diferentes estações do ano, quebravam as algemas das ideias, davam voz aos sentimentos imediatos e libertavam a criatividade artística de um modo interiorizado espiritualmente transmutado para o que se apresentava aos seus olhos.

Talvez não volte a haver tanta liberdade artística em algum movimento novo da arte e se foi um dos movimentos artísticos mais apreciados e lembrados por muitas pessoas é por que a criatividade dos sentimentos ou dos ambientes psicológicos criados a partir da mente são os mais agradáveis à vista e os mais persistentes na memória.  

A mente quebra as amarras com uma realidade pouco agradável e sonha e será eternamente na concretização dos sonhos que nos sentimos realizados e felizes.        

publicado por lybelinha às 21:59

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Sexta-feira, 17 de Março de 2006

Os artistas e a falta de criatividade

Na nova ordem artística, futuristas ou arte contemporânea não tem existência a contemplação lenta, particular e minuciosa de tudo o que nos rodeia ( a esfera terrestre com todo o seu conteúdo que tão pouco conhecemos e que tanto desprezamos em vantagem da matéria superfula que tanto nos faz falta mas que só insatisfação e infelicidade faz sentir) . Falo do que não é necessário mas que se fez imprescindivel e não do essencial para se viver com dignidade e com o minimo de bem estar e comodidade. 

È devido a isto que talvez a arte da nova ordem se torne pouco interessante pelo menos para um maior número de pessoas possível e não apenas para uma pequena minoria. E também poderá ser devido a isso que os saudosistas não consigam esquecer « o sol nascente» de Monet e o seu inspirador lago dos nenufares, é que a arte contemporânea tem de forsosamente retratar a sociedade que nos rege no presente . Quanto a mim a sociedade dos nossos dias é o paradigma mais desinteressante e disfuncional que existe e se um artista tem de a retratar tem de o fazer tal como ela é, inexplicável  e sem possível compreensão. Por isso pode ser feia e incompreensível.

      

publicado por lybelinha às 22:34

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Quinta-feira, 2 de Março de 2006

A criatividade das palavras

As palavras podem ter muita força, muito significado, podem ser as maiores transformadoras e as maiores destruídoras . As palavras são os maiores instrumentos ambivalentes, são duas faces da mesma moeda que se transfiguram, se movem num movimento totalmente imparável, não têm limites criativos e nunca se acomodam. Surpreendem-nos no seu geito animoso delicado e insinuante ou na sua animosidade pujante ou violenta. Porque será que um punhado de palavras me fazem sentir livre no seu nascimento genuíno ou trabalhado?
São elas, as palavras que se identificam como tradutoras da alma ( soltam-se sem se enganarem, só porque são verdadeiras ) ou então adornam-se, enfeitam-se na perseguição de muitos objectivos, talvez prender o interlocutor, enliá-lo na sua teia, na sua influência, quer seja boa ou má.
Elas existem mesmo sem serem perceptíveis, escritas com tinta invisivel, mas bem entendidas no silêncio mais obscuro ou no sol mais radiante. Podem-se encontrar num olhar, num gesto, num momentâneo silêncio ou numa corrente solidária, não se pronunciam, não têm existência concreta, mas estão lá implícitas e ganham vida nos sentimentos que desejam colorir o nosso coração.
publicado por lybelinha às 19:38

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